terça-feira, 22 de novembro de 2011

Poema sobre interrogações e o enigma homem

I.
O que dizer do silêncio fosco,
do destino cravado aos olhos,
de um grilo noturno sem voz.
Noite sem manto, cega a sina
caos arrojado ao peito.
O que dizer da lança nos lábios
se o canto dos pássaros
não encerra sua poesia,
o que dizer da travessia?

II.
Dizem as paredes 
que a resposta é mínima... 
saberão elas do enigma? 
 no pulsar infinito tremem as portas 
 rangem sobre os cílios 
sussurram sobre o homem: 
- Mais do que temporal, 
você é o Caos!

II.
toda verdade será condenada
à mentira de quem escuta?


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