terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Fragmento perdido no tempo


Se te disser que não entendo
como teus olhos chovem,
como brilham quando sonham
no sumiço das malícias...
e te enxergo criança no parque a sorrir 
apenas inocente.

Depois recordo do tempo perdido
em desconfianças.
Desconfiava que teu sorriso
um dia pudesse matar toda minha solidão
que tinha na palma da mão.
E isso era tão real quanto aquela canção
perdida no tempo, nunca encontrada
jamais confessada somente engasgada
cruelmente fadada em silêncio
como forma de oração.


Um comentário:

Noslen ed azuos disse...

gostei tbm, alias gosto de tudo q vc desenha rsrs, este ficou surreal.

ns