sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Eleva


não sei qual pele
percorrerá teus anseios
embriagados de beijos,
enebriados de desejos,
mas sei que o céu
nasce e mora em ti
cresce, morre
e se eleva em ti

estive aqui: http://hrsoares.blogspot.com/2012/01/toda-ternura.html
estive um outro dia aqui: http://marcosvieiras.wordpress.com/2011/12/29/beija-flor-visceral/




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sobre algum silêncio XI


uma pétala
sussurra seu mistério
no toque do orvalho
até as palmas das mãos:
o beijo perdido da água
convoca a pele
seu silêncio


estou também aqui nesse espaço maravilhoso: http://osilenciodoslivros.blogspot.com/

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pequenos infinitos

ínfima gota
sorve infinitos
na ponta dos lábios
cálidos
enquanto resguarda
uma nota íntima
que se multiplica
na interpérie
do silêncio

(dizia uma voz:
- assim a música nasce)

com alegria estive aqui:
http://casadepalavras.blogspot.com/2011/12/o-coracao-esse.html



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Haicais de um certo paraíso

(Paraíso1) 


liláses esferas
eternizam as horas
em vendavais

flores pousam nos olhos
enquanto cores voam
como pássaros na íris

rio de cores suaves
enaltecem a pele
de luminosidade



*

estive essencialmente em desenho por aqui, junto com a poeta maravilhosa Dade Amorim: http://umbigodosonho.blogspot.com/2012/01/palavras-e-coisas-vezes-se-perdem-umas.html

e outro dia estive em haicais também por aqui, junto à voz de MeandYou:


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Recado

uma xícara de sossego
café com poesia
do livro e seu destino
deveria ser morar em pupilas,
e não deixá-lo abandonado
em uma estante vazia
nasceu com intuito
de enamorar olhos obtusos
criar sementes, jardins, paisagens
quer ser sempre mais
do que páginas escritas
como um homem
quer ser sempre mais
que carcaça






domingo, 8 de janeiro de 2012

Sobre algum silêncio X

contornos traduzem
brio nos fios das folhas
curvas sugerem ternura
incendeia a palidez
do horizonte

brota paixão
nas asas finas do tempo...


desenho: Abre Caminho

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Queda

um corpo cai
outro lhe arrebenta
em poucos segundos
o equilíbrio se altera
e a fúria dos dias
vão e vem
em atmosfera,
cais e perfume
quando ainda
é vento
em caos, na íris
do tempo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Haicais de ano novo


nasce o ovo novo
sai da casca
ano novo!

novo ano
embriaga o céu
de novos pássaros

brota o ano
rega e nutre os dias
terra, chuva, sol e ventania




Sobre algum silêncio IX

a solidão da palavra nunca dita
indefinível perfume
em prece e silêncio absoluto

jaz a palavra redescoberta
em caótico esplendor
no corpo, no seio, na alma

tumor, textura, sonho
jaz em outros lábios
a palavra nunca dita

(Luiza Maciel Nogueira)