terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Som

como todo verso
nasceu de repente
embebido de silêncio

abandonou sua cruz
lentamente em um único acorde
desistiu de mentir para si

descansou o corpo na terra
pousou seus ouvidos no chão
escutou atentamente
e fez sua última canção

já nada mais importava
além do som da terra
além do som do amor



6 comentários:

Ana disse...

muito bonito isso Lú. beijinho

Anônimo disse...

escutar o silêncio da terra é uma imagem daquelas que uma vez te vi desenhar. " O menino com a orelha grudada na orquestra do mundo", aliás o que aconteceu com aquele desenho e aquela pintura da "a estrada que produzia miragens", anda escondida por aí? Vi uma homenagem tua um dia desses para ti agradecendo a exposição dos teus desenhos, mas acho que você não expõe nem metade da tua obra pelo que te conheço e sei. Não me leve a mal mas mostre as outras também e mostre "Um olhar de outro planeta" e "A esfera do futuro". Mostre suas pinturas e seus poemas do fundo do baú. Como "Distante demais", "Sinfonia do mar" e "Depois do fogo".

um beijo da Rê

Noslen ed azuos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Noslen ed azuos disse...

ñ pude deixar de ler o comentário a cima rsrs, também quero ver os outros e se houver uma exposição então vc é obrigada a me convidar.

muito bonito o poema, o desenho é igual aos outros 'espetacular'

bjs
ns.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Rê esses desenhos e as outras pinturas, estão reservados para quando houver uma exposição, mas a maioria eu mostro sim, também não exagere. beijo

Noslen, eles existem mas estão reservados. Talvez um dia aconteça a exposição e então estará convidado para participar dela. beijo

Verso Aberto disse...

ecoando mentamente
infinito e belo som
a canção da terra
mesmo mentindo para a gente

belo poema

abração