sexta-feira, 30 de março de 2012

A cada dia morro um pouco mais


a cada dia morro um tanto mais
e o sangue se derrama
lento se espalha pela rua

a cada dia morro um tanto mais
choro por dentro
as paisagens do esquecimento



13 comentários:

AC disse...

Vale-nos que há sempre novas paisagens, o ciclo repete-se e nunca se conclui.
Muito bom, Luiza!

Beijo :)

Tania regina Contreiras disse...

Te ouço...

Beijos, Lu!

Assis Freitas disse...

paisagem de esquecimento, morrer a si



beijo

Domingos Barroso disse...

a poça de sangue
pode formar um coração
...


beijo carinhoso.

Mirze Souza disse...

Tão lindo, Luiza!

A cada dia morremos um pouco.Sempre ao nascer da manhã, quase nunca ao por do sol.

Beijos

Mirze

byTONHO disse...



"morrer-se...mpre que acordamos!"

:o)

Lara Amaral disse...

A morte do poeta é lenta e silenciosa.

Beijo, Lu.

Fred Caju disse...

Pra que morrer de uma vez se se poder morrer todos os dias?

dade amorim disse...

Morremos todos a cada dia, sempre um pouco mais - grande verdade.
Todo poema que lembra a vida, como esse, nos toca de verdade.

Beijo, querida.

D.Everson disse...

a cada dia morro muito quado vendo meu sangue para o capitalista que pensa que paga minha papa =[

Jorge Pimenta disse...

ah, todos os nossos morreres para o silêncio posterior: varandas de sono sobre lençóis de tempo.

por fim consigo entrar no teu blogue, querida luíza. começava a inquietar-me :)

beijo!

Renato disse...

Desde o primeiro dia em que nascemos caminhamos para a morte...

parabens pelo lindo trabalho!
beijos

Luiza Maciel Nogueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.