domingo, 4 de março de 2012

Tenho em mim um início de chuva...

tenho em mim um início de chuva
que brota quando sopram vestígios
revoadas impossíveis que cessam
quando a luz deixou de ser lembrança

tenho a qualidade de ser tempo
espera em flor, atemporal
quando a lua me fita
me faço escuridão para ser
invisível, sem qualquer ausencia
que se faça saudade

tenho um jeito ambíguo
de lhe dizer que finda, que chega,
que basta e apesar da chuva
ainda me nascem sóis
por causa de ti...

6 comentários:

Assis Freitas disse...

Luiza, que poema é esse menina, tão, tão, não cabe adjetivo, mas vou tentar um: esplêndido


beijo

Ribeiro Pedreira disse...

é fato a nobreza poética...

AC disse...

Luiza,
Que jeito maravilhoso de abraçar as coisas...!

Beijo :)

Fernanda Fraga disse...

Luiza,
Que maravilhoso essa sua percepção.
Bjo

Ártemis Rae disse...

Lindo, lindo!
;)

MIRZE disse...

Bárbaro, Luiza!

Poema e arte. Algo bem próximo à meu poeta Manoel de Barros quando você diz:"tenho em mim, um início de chuva!

Arrebatador!

Beijos

Mirze