quarta-feira, 11 de abril de 2012

Gaiola

gaiola sob gaiola
fogem as asas das costas

o homem só quer
um espaço para morar

se abrem as janelas
ele grita de dor

se abrem as portas
enlouquece

não nos programam
para ampliar os horizontes

nos programam
para repetir o mesmo caminho

e nunca encontrar
a porta





4 comentários:

Mirze Souza disse...

Luiza!

Um poema lúcido onde o onírico passou longe. A verdade que nos assola.

LINDO!

Beijos

Mirze

Assis Freitas disse...

as portas da percepção,


beijo

Jorge Pimenta disse...

lastro no corpo e ferragens nas mãos. de que matéria se fazem os voos, afinal? [aquele que não seja escravo de alguma coisa que atire a primeira pedra].
lúcido, verdadeiro. cruel. eis do que somos feitos.

beijinho, luizita!

Sônia Brandão disse...

Perdemos as nossas asas quando elas perdem o seu significado, a sua utilidade.

bjs