quarta-feira, 18 de abril de 2012

quando o poente beija a terra


quando o poente beija a terra
e os olhos embalam amores idos...

quando a luz faz ferida no ventre
e qualquer desamor é afinal amado...

quando um sorriso jaz na face
e a esperança dança nos olhos...

quando a música é prece
no vento que sopra...

quando cada instante é novidade
e o tempo oferece sua face...

quando o silêncio é porta
para transportar saudade

(novamente o repente ensina
a verdade íntima
das coisas sem adeus)

7 comentários:

Anônimo disse...

Que espetáculo Lú!

bjinho
Ana

Bípede Falante disse...

Além do lugar que a sensação de te ler aciona, há uma inquietação me percorrendo.
Teu poema, aparentemente, tão delicado, carrega uma dose grande e avassaladora de sofrimento.
Impressionante.
Bárbaro, Luiza.
beijoss

Assis Freitas disse...

teu poema é um escândalo de belo,



beijo

dade amorim disse...

Belo e sensível, Lu. E como disse a Lelena, carrega sofrimento, sim.

Beijos.

Noslen ed azuos disse...

perfeita união de poesia e desenho, os dois grandemente belos!

passeei por eles.

ns

Cris de Souza disse...

quando o poente beija a terra a poesia se abre...

lindeza, lu!

beijosss.

Jorge Pimenta disse...

quando: no hiato do tempo tudo é possível. não deixemos acordar o monstro.

beijo, luíza!