domingo, 6 de maio de 2012

Quando


quando o tempo ecoava nos teus olhos
eu era prosa de horizonte infindo

quando a música tocava nosso vazio
eu era canção do nada a pulsar

quando tua pele abrigava a minha
eu era a poesia de todos os corpos

quando o silêncio me consome
viro pausa, espaço em branco sem destino

quando desisto de ti
o infinito recolhe tantas lágrimas

quando nunca voltares
serei apenas pó, um nada a dançar em sopros

3 comentários:

Sílvia Nascimento disse...

que lindo...poesia boa é a que emociona. parabéns!

bj

Assis Freitas disse...

um nada cabe tanto, uns tudos



beijo, maravilha

Jorge Pimenta disse...

anjos? existem anjos no reverso do tempo? e quando?...