quando o tempo ecoava nos teus olhos
eu era prosa de horizonte infindo
quando a música tocava nosso vazio
eu era canção do nada a pulsar
quando tua pele abrigava a minha
eu era a poesia de todos os corpos
quando o silêncio me consome
viro pausa, espaço em branco sem destino
quando desisto de ti
o infinito recolhe tantas lágrimas
quando nunca voltares
serei apenas pó, um nada a dançar em sopros
3 comentários:
que lindo...poesia boa é a que emociona. parabéns!
bj
um nada cabe tanto, uns tudos
beijo, maravilha
anjos? existem anjos no reverso do tempo? e quando?...
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