quarta-feira, 27 de junho de 2012

(2010)



rio de lume e essa ironia inocente
um poema pra mim
perco o cais no fundo do mar
amor pra quê
gota de chuva, sonho, nada
absoluto, infinito, bruto
e essa palavra encerra nosso encontro
adeus ironia, vou-me embora
porque tenho fé na poesia
apesar de tudo, de todo mal ou bem
apesar da imperfeição, do caos,
da miséria, do desespero, dos desencontros, da dor
você deve rir de mim, mas já não ligo tanto
só me atinge o que tinge
meu coração de vermelho





*

5 comentários:

Assis Freitas disse...

este formato ficou porreta, Luiza, e teus versos são demais



beijo

mestres com edu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
LauraAlberto disse...

esta nova roupagem é perfeita, adorei a forma como todos os desenhos aparecem, muito muito bonito

ah, e o teu poema assenta aqui tão bem...

beijo

Jorge Pimenta disse...

porque nos atinge tudo o que (o) tinge: tantos são os cais a perder-se no fundo do mar...

beijos, luizita!

p.s. grande alteração gráfica e de dinâmica por aqui, hein? :)

Adriana Aleixo disse...

Lu, essa rosa ficou tão linda quanto o novo layout do blog, quando podemos ver todos os seus desenhos. Um beijinho!