(2010)
rio de lume e essa ironia inocente
um poema pra mim
perco o cais no fundo do mar
perco o cais no fundo do mar
amor pra quê
gota de chuva, sonho, nada
absoluto, infinito, bruto
e essa palavra encerra nosso encontro
adeus ironia, vou-me embora
porque tenho fé na poesia
apesar de tudo, de todo mal ou bem
apesar da imperfeição, do caos,
da miséria, do desespero, dos desencontros, da dor
apesar da imperfeição, do caos,
da miséria, do desespero, dos desencontros, da dor
você deve rir de mim, mas já não ligo tanto
só me atinge o que tinge
meu coração de vermelho
*
5 comentários:
este formato ficou porreta, Luiza, e teus versos são demais
beijo
esta nova roupagem é perfeita, adorei a forma como todos os desenhos aparecem, muito muito bonito
ah, e o teu poema assenta aqui tão bem...
beijo
porque nos atinge tudo o que (o) tinge: tantos são os cais a perder-se no fundo do mar...
beijos, luizita!
p.s. grande alteração gráfica e de dinâmica por aqui, hein? :)
Lu, essa rosa ficou tão linda quanto o novo layout do blog, quando podemos ver todos os seus desenhos. Um beijinho!
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