Música!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quando nú

a minha preguiça é do tamanho do oceano
ondulam as pálpebras, querem cerrar-se
para sonhar no indizível mistério
no tempo do nunca, sem pressa de nada

para libertar revoadas de pássaros,
plantar sementes de esperanças,
escutar o silêncio, deixar o tempo se despir
e quando nú: lavar em banho maria
esperar sorrirem as lembranças e seus musgos
aguardar as pedras se saberem pássaros
para voar junto

6 comentários:

Assis Freitas disse...

tão zen, tão lindo, tão ao meu gosto de gostar



beijo

Jorge Pimenta disse...

o tempo do nunca e do nunca pressa: a equação mínima para o voo maior.
sempre imperdível a tua obra, luizita!

beijos mil!

Bípede Falante disse...

Que lindo :)
Vejo nuvens em você. Talvez, seja água, mas eu vejo nuvens!!
Beijoss

Ira Buscacio disse...

Quando o peso tornar-se leve o vôo será infinito.
Belíssimo, Luiza!
bj grande

LauraAlberto disse...

liberto de artifícios: belo e leve
sinto-me a esvoaçar

[a ilustração é muito bonita, suave]

beijinho

Daniela Delias disse...

Sempre que venho aqui flutuo, flutuo...