quarta-feira, 25 de julho de 2012

No tempo da busca



peito o silêncio da tua pele
do tempo da busca
do ainda nem sempre
da eternidade
do que nunca virá
do que jamais fora
encontro
tanto desencontro
pela estrada
lacrimejo a espera
do que jamais
me espera
do que nem mesmo eu
sei esperar

guardo uma música
que não sei cantar


*

20 comentários:

Cristiano Marcell disse...

Sempre que venho aqui leio coisas lindas!

Domingos Barroso disse...

uma moça com sua flauta doce encanta e há de encantar sempre
...


beijo carinhoso.

Daniela Delias disse...

Eita, boniteza... e o espacinho que vem antes dos dois últimos versos foi perfeito. O tempo de respirar e morrer de novo.

Bjo, Lu.

Adoro-te :)

Renato disse...

sempre esperamos algo, mesmo sem saber bem o que...
Lindo poema!
beijos

Bípede Falante disse...

que bonito.
e triste.
a arte é triste por que a vida é triste?
ou a vida é triste por que nos falta arte?
beijoss

Lara Amaral disse...

Aprendi com o tempo que o que espero acontecer, não me espera. Triste... Mas não deve ser assim para todo mundo.

Desenho lindo, Lu, emblemática esta imagem, quem nunca ficou assim, tocado por uma música?

Beijo.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Lelena: nós duas sabemos que a tristeza faz parte de toda a vida, assim como alguns sorrisos, algumas alegrias - a arte entra para a expressão disso tudo (acho eu em minha cabecinha de ervilha ou pulga,rs)

um beijo

Adriana Aleixo disse...

Belo, Lu.
Estamos sempre a esperar...
Beijo e carinho!

dade amorim disse...

Lindamente triste, Luíza.
Beijo beijo.

assis freitas disse...

essa música ecoa e a gente assovia tonto tantas vezes sem se lembrar,



beijo

LauraAlberto disse...

Luíza,

guardar músicas que não se sabem cantar ou se esqueceram como cantar?

Adoro o desenho...

Beijinho

Luiza Maciel Nogueira disse...

Laura acho que eu não sei mesmo, mas como tem perguntas que não tem tantas respostas deixo um ponto de interrogação no lugar. E volto na pergunta da Lelena: sabe-se lá...:) a arte por vezes não precisa de palavras, nem respostas

beijo

Úrsula Avner disse...

oi amiga, saudades ! Estou voltando aos poucos para a poesia, embora ela nunca tenha me deixado, pois vive em mim... Seu lindo poema me traz inspiração para continuar escrevendo e me remete ao meu próprio momento de vida- encontro e desencontros... "Lacrimejo a espera do que nem mesmo eu sei esperar "... Profundo, belo e me coube como luva. Beijo com carinho. Os desenhos continuam lindos !

Bella Felix disse...

Belíssimo, encantador =)


Bella Felix
thebelement.blogspot.com.br

Vida disse...

o bater de asas na alma, asas que as vezes chegam, as vezes vão e nem sempre pousam... toda espera é eterna.
Um texto lindo que carrega a tristeza dos vãos da vida em que nos perdemos...
Beijo.
Sigo com vc.

Jorge Pimenta disse...

haja voz e geografia na pele para todas as melodias nos pertencerem; é que os afetos respiram mesmo nas lendas do que se faz distante, ausente ou impossível.

beijinho, luizita!

Cris de Souza disse...

Sonoríssimo! E o desfecho ecoa a mil léguas...

Fernanda Fraga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda Fraga disse...

E mesmo assim vira uma canção.
Um beijo,
Fer.

Alice disse...

Luiza, passo um tempo sem vir aqui e quando volto fico assim maravilhada de te ver escrever e desenhar com tanta alma, é tanta poesia... parabéns!!!