Música!

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sal

tenho os lábios secos
as palavras cada vez mais escassas
o sorriso triste, um silêncio sem tamanho
tenho lembranças traiçoeiras
uma espécie de tempo a confundir-me
fantasmas que me rondam a espinha
tenho sonhos sem destino,
um coração despedaçado
vão que abriga, nada e quase tudo
já que nada é uma espécie de infinito

*

22 comentários:

Mirze Albuquerque disse...

BELO E PLENO!

"Nada é uma espécie de infinito"!

Lindo esse verso,

Beijo

Mirze

assis freitas disse...

"Ó mar salgado, quanto do teu sal", belo, belo



beijo

Jorge Pimenta disse...

"nada é uma espécie de infinito" - porque a rosa se-lo-á sempre, mesmo que numa existência de papel amarrotado pelas mãos finitas.
tão bonito, luizita! e a subtileza do papel amarrotado na rosa de letras, então...

beijo grande!

LauraAlberto disse...

o sal que fica depois de um mergulho no mar...

fico aqui...

beijo

Cris de Souza disse...

Tudo haver! Um poema bem temperado...

Beijo, luluzinha*

Renato disse...

lindo poema sobre os sentimentos
Parabens pela obra!!
beijos

Anônimo disse...

Sem dúvida, um infinito permanente em nós.

Beijo.

marlene edir severino disse...

Infinitamente lindo,Luiza!

De uma delicadeza o amarrotado do papel...

Beijo

Daniela Delias disse...

Luiza...o último verso é de encher os olhos de lágrimas!

Muito lindo ;)

Beijo, Lu!

Anônimo disse...

Querida Lu,

Bem urdido o poema!

Quanto à imagem, concordo com o Jorginho, muito interessante a imagem da rosa amarrotada...

Quantas vezes não amanhecemos meio assim? Beijo, Lu polivalente!

AC disse...

Há alturas em que, parece-me, devemos deixar cair todos os tijolos do nosso edifício. Depois, lentamente, é a hora da reconstrução, alicerçada em marcantes aprendizagens. Será uma construção definitiva? Nunca é, e a lição maior é essa.

Beijo :)

Bípede Falante disse...

Luiza, que coisa mais LINDA esse amassado de pureza, de amor, de força, de vontades, que coisa mais LINDA!
beijoss :)

Thuan Carvalho disse...

Sinceramente, não parece que tem lábios rachados e palavras escassas. Por aqui elas fluem muito bem!

e, a propósito: no infinito não tem nada.

abraço.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Thuan: sim e isso é um poema e não é suposto ser uma verdade ou uma realidade - é apenas um poema, nada mais que isso. cada um o entende e -o absorve como quer Thuan. As aparências enganam.

um beijo e seja bem vindo a meus delirios, poemas e desenhos - espero que guarde o melhor disso para si.

dade amorim disse...

Lindíssimo, Luiza, e o papel amassado torna tudo mais bonito ainda.

Menina artista, beijos!

vieira calado disse...

Olá, boa noite!
Problemas vários fazem com que só agora esteja a regressar aos blogs.
Vou ver se a partir de agora sou mais assíduo.
Bom fim de semana para si!

Fred Caju disse...

O sal, o sol, o sul...

byTONHO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
byTONHO disse...



Bela escrita, poesia desenhada!

Ver.ti.L!

:o)

Thuan Carvalho disse...

Sim, mas lábios rachados também fazem versos, e às vezes um poema de palavras escassas diz mais do que uma epopéia.

Foi só um elogio, a despeito da beleza do poema, enaltecendo como as palavras fluem por aqui, no espaço do seu blog ;]

Cris de Souza disse...

Ai, meus sais!!!

Fernanda Fraga disse...

Lábios juntos, úmidos somos amplidão.
Um beijo
Fer.