quinta-feira, 30 de agosto de 2012

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eu não sabia que meu destino
era sentir tanta saudade
daquelas montanhas
a me sussurrar infinitudes
pedaços de amor inabaláveis
que se tornaram tão frágeis
e moram nos entretantos
daquilo que não tem nome
dos motivos que não sei mais cantar
nem tocar sequer uma nota
que moro no silêncio
e só sei esquecer palavras

(Luiza Maciel Nogueira)

12 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Palavras esquecidas germinam versos tãolindos! E a arte? Nossa!!!

beijos, Lu

Primeira Pessoa disse...

saudade é o meu primeiro nome, luiza.
meu caso é grave, gravíssimo, pois tenho saudade principalmente do que não aconteceu.
juro, eu tenho saudade de uma lugar que jamais existiu, uma casinha perto das nuvens e cheia de livros e janelas, um regato com peixes que falam português, horta, pomar, nubliário...
pior seria n~eo ter a capacidade de sonhar, né?
no final das contas é ruim, mas é bão.

Daniela Delias disse...

Teu poema é uma belezura, Lu. Também me pego com saudade do que nem vivi...

Bjo!

Mirze Albuquerque disse...

Belíssimo, Luiza!

Parabéns e beijos

Mirze

Marcelo R. Rezende disse...

Saudade é justamente isso: o indizível, desconexo e exuberante.

D.Everson disse...

Profundo.

Joelma B. disse...

Ah, tempo... Faz da saudade um ventinho bom!

Beijo, poeta artista!

Fred Caju disse...

O peso é grande.

Thuan Carvalho disse...

E moram nos entretantos
daquilo que não tem nome...

Perfeito, em sua indistinção.

muito bom!

LauraAlberto disse...

lembrar é bem mais fácil do que esquecer

beijinho

D.Everson disse...

sempre lindo esse blog

Fernanda Fraga disse...

Que coisa preciosa!
Suspiros.