quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Um oceano III


perdi uns versos e deixei o silêncio corroer 
tão vasto silêncio, senhor de toda beleza 
que sempre dança sob tudo 

 fazer do tempo um oceano 
ele dizia - indício de miragem 
nos meus sonhos de livres passagens 
numa orquestra de sorriso, 
de pássaros em revoadas de luz, 
de nunca ser tardio um encontro, 
de ter amor em vez de muros, 
de abraços e beijos em forma de música, 
de pequenos paraísos nas palmas das mãos 
e em cada coração 

o tempo ora, faz sua prece 
corrói palavras na beira de precipícios 
e quase tudo é tardio  



2 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

Mas lindo e emocionante como cada palavra sua, que entra na nossa alma e baila, Luiza.

Cristiano Marcell disse...

Como sempre uma bela poesia!!!