terça-feira, 2 de outubro de 2012

Para voar

"nada viveu quem jamais sofreu"
era o refrão que a música dizia
ao pé do ouvido
e tudo que jamais imaginara, aconteceu
como de repente aquilo fosse apenas
um pedaço ínfimo e insignificante
e as palavras fossem portas
para alguma profundeza distante
cujo segredo estava encoberto
por uma imensa camada
de pensamentos, crenças
e tantas mentiras
que às vezes contamos
cargas pesadas
muitas das quais o impediam
de voar


7 comentários:

Assis Freitas disse...

há coisas que são âncoras e nos prendem ao solo,


beijo

Marcelo R. Rezende disse...

A gente se mascara e perde a visão. Pior do que as máscaras são as vendas, que nos impedem de voar.

Lindo o poema e linda a ilustração.

Joelma B. disse...

essências são raiz...

beijo, poeta artista!

dade amorim disse...

Tantas coisas nos impedem de voar, Lu!
Nascemos sem asas, e Deus deve saber por quê.

Beijo dos grandes.

Vanessa Souza disse...

Voemos.

Teu trabalho, cada dia mais bonito :)

http://vemcaluisa.blogspot.com.br/
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Tania regina Contreiras disse...

Uma musicalidade enorme, Lu! Soubesse eu, colocaria uma melodia no poema.Aarte...ah...a arte é tão sua, já a reconheço e gosto.
Beijos,

Deyvid Galindo Santos disse...

Uau! Que belo. PRazer em reconhecer. Abraços e paz. Parabéns pelo blog.