Música!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Nos braços do abismo



um dia qualquer
caio nos braços do abismo
e suicido a poesia
das coisas sem perdão,
sem arrependimento
o mistério me possui
jogo meus versos ao ventre
quem sabe não dou luz
a um poema

inferno quase eterno


era meia noite
quase inferno, quase eterno,
um quase nada
explodia nas paredes
das retinas: a lucidez incendiada
de tantas miragens
indecifráveis, confundíveis
com qualquer ínfimo

irresistível
o frágil olhar da ilusão
tentação
deixar vencer meu vício
até o eternizar das horas

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fragmentação

a poesia mora
em pequenos pedaços
de esperança
talvez também more
em corações partidos
numa ferida que se abre
para escorrer sangue:
verso que goteja
d
e
s
e
s
p
e
r
a
d
a
m
e
n
t
e
.
.
.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Acorda amor


acorda amor
há vida lá fora
há silêncio para cultivarmos
como esperança
acorda, eu sei que na revolta dos temporais
nosso rumo se confunde
cometemos erros
tristezas, depressões,
decepcionamos os outros
acorda amor há guerra dentro de ti,
dentro de mim e há guerra fora
acorda amor, o tempo perdoa
nós que não nos perdoamos
e o tempo corre, a vida corre
tudo corre e passa quando se menos espera
acorda, não seja tão dorminhoco
ao ponto de desprezar a vida
acorda, valorize os teus
e compõe o seu futuro
que cansei de te ver morrer