terça-feira, 6 de novembro de 2012

Acorda amor


acorda amor
há vida lá fora
há silêncio para cultivarmos
como esperança
acorda, eu sei que na revolta dos temporais
nosso rumo se confunde
cometemos erros
tristezas, depressões,
decepcionamos os outros
acorda amor há guerra dentro de ti,
dentro de mim e há guerra fora
acorda amor, o tempo perdoa
nós que não nos perdoamos
e o tempo corre, a vida corre
tudo corre e passa quando se menos espera
acorda, não seja tão dorminhoco
ao ponto de desprezar a vida
acorda, valorize os teus
e compõe o seu futuro
que cansei de te ver morrer

10 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Como ele não haverá de acordar, com toque de poeta e essas mãos iluminadas de artista? :-)

Beijos,

Anônimo disse...

upa quem precisa acordar é você, sua doida

Luiza Maciel Nogueira disse...

sim anônimo eu preciso acordar, por isso que escrevi esse poema

Assis Freitas disse...

que despertar, d'accord


belo, belo


beijo

Toninhobira disse...

Uma bela e profunda inspiração Luiza, com este jogo de dualidades perfeitas para o poema da agonia do que virá.
Belo trabalho inspiração e construção.
Meu terno abraço.

LauraAlberto disse...

e ele vai acordar, para ouvir as tuas belas palavras e observar as tuas ilustrações, das quais eu gosto cada vez mais

beijinho

Marcelo R. Rezende disse...

Tá certa, tem que chamar pra vida antes que ela acabe.

Belo!

Ira Buscacio disse...

Quem não gostaria de ser despertado com um poema e pássaros? Só mesmo os anônimos, não é minha querida Luiza?
Bj grande

Antonio Carlos disse...

o acordar pode ser sutil, como o de todos os dias, ou urgente, como quando se resgata um tempo que vai se perdendo.. muito belo abraço

Lisa Alves disse...

Arte e poema com vida e despertar. beijos