terça-feira, 13 de novembro de 2012

inferno quase eterno


era meia noite
quase inferno, quase eterno,
um quase nada
explodia nas paredes
das retinas: a lucidez incendiada
de tantas miragens
indecifráveis, confundíveis
com qualquer ínfimo

irresistível
o frágil olhar da ilusão
tentação
deixar vencer meu vício
até o eternizar das horas

2 comentários:

Assis Freitas disse...

que belo, adorei


beijo

Tania regina Contreiras disse...

Lindo, lindo, lindo, Lu! E a ilustração? Nossa, vou salvar para olhar e sonhar! rs

beijos,