sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Poetas queridos - porque certos mimos são para sempre

Eu agradeço de coração aos queridos poetas, escritores, amigos que aceitaram participar do meu convite me presenteando cada um com a sua imensidão: 


"A melhor parte do voo
não é o bater de asas
nem a liberdade do céu

A melhor parte do voo
é saber voar"

Alvaro Posselt


"Recomeço

ainda não sei o nome
não sei se amor, 
não sei se vertigem de paixão,
se doçura. se dor 
ao mesmo tempo tudo inexato

sei da sombra do desconhecido
descortinando outras partes inconscientes
de mim, delicadamente"
"HORA DA AVE


Rumam as aves
à linha da sagrada nave.
Derramarão seus matizes aos pés do rei.
Depois da missão, empoleirar-se-ão 
nos mis braços da mãe..."




"Um desenho quase que real; por ser ilusório aos raios solares entre folhas ...ventos num céu verde [nuvens] e a gaivota a voarrr espalhando tudo no amarelo quente do verão nascente."



"assim abertas
recebem luz -
folhas ou anêmonas?"

Regina Bostulim 


"mil e um tudos para ti, querida!
Aí vai o meu poema!!!

quase textura, quase Luiza

tudo se ergue na vertigem
de uma cor em saudação
até o pássaro respira suave
o canto da asa imantada:
o florir de uma imensidão"


"Tira o giz do nariz, Luiza!/ O Outro
(PARA E COM A OBRA DA ANIVERSARIANTE DESTA DATA, LUIZA MACIEL NOGUEIRA.)

tivéssemos todas as gotas do corpo
abusar-me-ia a unir água, aragem e tempo

de pequena, costumava me espalhar entre folhas secas
/o céu se baixando para que nós pudéssemos, para que nós pequeninas/

curvo-me inteira para atingir a cor que calculo
amo como quem colore mais forte
como a um duo
feito a um trio de meninas e mais
hoje, tivéssemos todo o corpo das menores gotas
e temos
se queres saber
daríamos de ser vinho, passarinho, forno de lenha com música, casal velhinho
como podes ver
como vês

costumávamos baixar o corpo
para atingir a cor calculada
hoje amo
com quem colore mais forte
amanhã?
ah, amanhã será."

Carla Diacov


"Felicitações pelo dia, poetartista!

LUZIDIA

o mundo não para
nascem
novos mirantes
alinham-se
os confluentes
realizam-se
as órbitas dos olhos

o universo se expande
nos traços de Luiza"


" Teia de vidro

Imagem na teia de vidro estilhaçado
onde um
toque igual a queda
do espelho ao chão,
uma mulher
de óculos de olhos
na aranha
tecedora da imagem quase em riso,
superstição
de lado, janela aberta
da alma
mais de sete vidas de contentamento,
sem rugas,
simples
mente
linda
desafia quem medroso cai no engodo
de nunca
saber o fio
da meada, desde o fio de Ariadne
ao GPS,
desde sempre feminina estrada."

Fabio Daflon









ser
amiga

amores

mais que dito

em tuas telas,

f lores

de versos

chama

trama

se musa

… intrusa

- que dizer?
a não ser
:
coisa boa te conhecer, felicidades Luiza Maciel Nogueira!
Carmen Silvia Presotto – Vidráguas- Anáguas em Coisa boa, poemas pulsant(i)s, mais um alongamento, um exercício poético.


"Poetas não são sós, sozinhos...
Poetas são sóis passarinhos..."
Janet Zimmermann



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Aniversário

Amanhã será meu aniversário e eu convido vocês a me oferecerem um poema sobre e para qualquer desenho que escolherem! Publico depois por aqui se quiserem!

beijo meu

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A palavra como oferenda

a palavra como oferenda
e sua infinidade de propósitos:
cicatrizar feridas
abrir uma porta, uma janela, uma frestinha
um milímetro nos olhos
espalhar uma sujeirinha, um pedaço de pó,
uma partícula ínfima de luz
beijar uns olhos dormentes
bagunçar umas convicções
lançar pontos de interrogação
ser parte do silêncio, da vida, da morte
morar na pupila de um desconhecido
no paraíso de uns olhos lindos
repletos de esperança adormecida
ou esperança pura, viva, serena
tais como os olhos das crianças
aqueles olhos que dançam pela palavra
e brincam de fazer sorrir a letra
para a palavra sonhar sua essência,
seu sumo, seu néctar, sua alma
deixar voar a palavra, a sílaba, o som
até onde o impossível for absurdo

(a palavra bem dita, dita com amor
silencia um mistério grandioso
cujos olhos não alcançam
quem sabe um coração
saberá escutar...)


sábado, 15 de dezembro de 2012

O brio das águas

o brio das águas
quando o toque da luz
revolve o mar de esperança

é cedo, é sempre cedo
para se encontrar
olhos em repente

ainda é tempo de sonhar
para teu sorriso
engrandecer meus ínfimos

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Poema para se distrair na rotina


Estou também junto com a Carlota em um desenho horrível:



procuro o que faça miragem
na rotina pacata da esperança
em dias sem um pingo de fé
toco a corda da paixão que já não toca
é pouco olhar para uma estrada imensa
cheia de coisinhas e ínfimos de infinitos
um ponto converge o vulto
míope, escorrego a pupila nos céus
existirá esperança maior que o nada?
que sempre se transforma
na infinidade de partículas de tanto
a imaginação é um lugar dentro da esperança
deve ser bom viver na música
em vez dos abismos
deve ser uma maravilha a paisagem
no teu coração

*para os poetas lindos que vem aqui e para todos aqueles que eu leio e me surpreendo com tanta poesia, beleza, etc e tals

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Tão de repente

tão de repente os ponteiros pulam
de segundo em segundo e já é amanhã
é sangue que escorre pelas beiradas
é lágrima que cai sem retorno
nos lábios que provam o sal
é sorriso que finda e um dia se renova
é tanto faz que nada falta
tudo tem volta
na batida do peito, no ritmo dessa música
na espera pela cura
se procura



Estou também junto com a Carlota em um desenho horrível: