terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Tão de repente

tão de repente os ponteiros pulam
de segundo em segundo e já é amanhã
é sangue que escorre pelas beiradas
é lágrima que cai sem retorno
nos lábios que provam o sal
é sorriso que finda e um dia se renova
é tanto faz que nada falta
tudo tem volta
na batida do peito, no ritmo dessa música
na espera pela cura
se procura



Estou também junto com a Carlota em um desenho horrível:

5 comentários:

Assis Freitas disse...

neste súbito se avultam os acontecimentos,



beijo

Ana Ribeiro disse...

Tão de repente, o poema. Natural para quem o ofício de escrever é leve.
Abraços.

Tania regina Contreiras disse...

Lu, cada vez agigantam-se teus poemas, da arte do desenhar já nem falo, que é a delicadeza que eu queria saber fazer,

Beijos,

Carla Diacov disse...

Honra minha, Luiza!
repito:
teus desenhos elevam meus sentidos, a lida com as palavras que até mim chegam.


Beijo imenso!

Regina Bostulim disse...

Agradeço terem lembrado de mim. Deus os abençoe.