Música!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Para gestar um incêndio de poesia


para gestar um incêndio de poesia
e queimar versos da cidade na pele
para florir sorrisos na boca do futuro
para restar o aroma de alegria
nos dentes da poesia
é preciso ler os olhos da verdade
engolir esperanças alheias
e confessar o silêncio do mundo
escutar o canto do nada, do vazio
da imensidão que jaz nos ínfimos
para gestar a força da ternura
do tempo adormecido na esperança
em beijo repentino de silêncio
para multiplicar abraços de despedida
e invocar o amor de todas as vidas
basta manifestar a incompletude
de uma multidão sem nome
mas cheia de poesia

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Livro "Asas de Jiz"

Eis o segundo livro ilustrado por mim (capa e miolo), escrito pela poeta Janet I. Zimmermann, à venda no site: http://www.lifeeditora.com.br/wa_143.html !

Não percam, é muito baratinho R$20,00 para a deliciosa viagem nos versos lúdicos e imensos de Janet Zimmermann.

Janet escreve também no site:  http://versoverdejiz.blogspot.com.br .

E também está em: http://vidraguas.com.br/wordpress/2013/11/19/lendo-e-esparramando-asas-de-jiz-de-janet-zimmermann/ , contemplando a poeta Carmen Silvia Presotto e muitos outros poetas de renome em seu livro.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Diante de todos os segredos

diante de todos os segredos
a poesia permanece
inclusive no silêncio
e isso é o que nos salva

o movimento da vida
a dança do repente de um futuro
presente em cada pedaço de vida
em cada ínfimo
e é isso que nos salva 
apesar de tudo

o que passa, passou feito pássaro, 
como dizia o poeta
que venha o futuro num repente
num abraço do que há de vir
na entrega do presente

saiba disso
e eu sei que você sabe
mas é importante lembrar
que a vida tem dessas coisas
de nos fazer esquecer de viver


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Poema de um enigma só

a solidão é uma faca cravada com uma rosa
delírio quase impossível de se ver
estrada rumo ao vazio que se preenche de ilusão
que de repente como que por magia
a solidão no vazio é cheia de mentiras que se querem verdades
que se quer vaidade, que se quer amor
ninguém sabe da mentira que o outro cria
da mentira nossa de cada dia
do filme que na cabeça se fia



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Pôr do sol foi ser mar



pôr do sol foi ser mar 
no espelho d'água 
e abriu um raio de luz 
do seu amor pelas águas
num repouso do seu calor
na superfície das águas
amaram-se num repente
Sol e Mar
até chegar a noite
e dessa vez 
as estrelas amarem as águas
Incondicionalmente
Infinitamente
Inabalavelmente 
até chegar o sol

(Luiza Maciel Nogueira)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Pingo de luz

Pingo de luz brota
da gota do oceano
lágrima de felicidade que tece
o vendaval da luz
crescem os lábios
na onda do verso
reinventa a poesia
enquanto alimenta o amor
da pequena que cresce
amada gota, infinita luz



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Poeminha dizível


banhar a tua face de pássaros
jogar na tua cara músicas
abrir a gaveta da sorte
para encontrar a chave do teu sorriso
adormecer no teu peito
envolver-te, envolvendo-me de amor
suspender o tempo neste instante
beijar a boca da infinitude
ir além do impossível
tocar a pele do verso que nasce
indizível 


*

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Faísca de loucura

faísca de chuva no profundo dos olhos
quase nunca percebemos a realidade, 
quase nunca vemos alguém
espelho, reflexo, sombras, luzes 
tudo ao mesmo tempo, sem explicação
labirintos procuram razão
pra quando falta ar pro coração
mas todo o silêncio se consome 
faísca de chuva no profundo dos olhos
onde o tempo nasce, 
onde se gesta paisagem
onde a verdade é inventada
dentro de uma lágrima
gota que tece desejo
anseio de vida que pulsa
faísca de loucura


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Poema plenamente ridículo



a porta bateu na minha cara
bateram a porta na minha cara
e depois fingem que não, que foi engano
que foi sem querer, querendo
na minha cara de pessoa tão tristemente feliz
bateram a porta
e depois depois depois ainda fingem que não
mas eu muito bela, tão lindamente bela 
tão belamente ridícula
devo ter cara de porta





*

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Dentro da poesia

dentro da poesia 
lá no interior do verso
jaz a essência da luz em suspensão
na intenção de quem escreve
e também nos olhos de quem lê
do encontro entre poeta e leitor
dos sons das vidas em união
jaz na estrada nos olhos 
a ternura, a entrega, a poesia
também os muros, também as pontes
também as sombras, também as mortes
jaz silêncio, jaz sonho, jaz semente
e jaz também amor
amor pouco, mas amor



terça-feira, 30 de julho de 2013

Grávida da escuridão mais profunda




sob vendas ela engravida da escuridão mais profunda
o tanto do sofrimento e da felicidade compartilhada 
que se transforma em Ser
Ser que chega ao mundo para ensinar, aprender e ser
expandir a sua luz da escuridão mais profunda 
do amor que faz luzir mágicos entretantos
entre os vãos do silêncio ou da gritaria
da paz ou do caos, do óbvio ou do mistério
de uma qualquer história



*Arte: Daunhaus

Poema dos mares da memória

esqueceste, viraste as costas para os mares
não quiseste escutar a nudez das conchas,
a oração da água, o delírio frio da água
o delírio frio da água, a ilusão da memória
foste o sal da areia, o verso sem fim do silêncio
da música que ainda resta dentro de um pequeno amor
dentro da batida mais leviana da vida de um amor
não colhes o que não plantas,
recebes somente o que plantas
depois, depois de um longo silêncio,
depois de todo sofrimento
quando já se cansa de sofrer
que assim seja a prece de todo fim e de todo início
acordas, lembras, agora encaras de frente os mares
contemplas a nudez das conchas e escutas
a oração da água, o delírio frio da água
a ilusão da memória
e então já podes ser também um pedaço do silêncio,
e podes dançar nos mares a embriaguez lúcida de ser mar e memória



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Prece de luzir entretantos

luz sob a face de toda palavra,
luz sob olhos da escuridão,
luz pequenina que não cega,
mas indica caminhos,
luz em toda forma de compreensão,
luz num pedaço fino de ilusão,
que ainda não se vê,
luz nas paredes de um muro,
que se quer romper,
luz na vontade de luzir,
luz nas mãos do tempo,
luz na morada do ser,
luz onde jamais esteve luz,
luz onde falta luz,
e sombra onde a luz vai nos cegar


terça-feira, 23 de julho de 2013

Da prece que ressoa


sorriso de luz em eternidade
paira sob a beleza da pele
da pele de qualquer corpo
do corpo de qualquer essência
da essência de qualquer sonho
do sonho de qualquer ser
do ser da luz que há em todos
e em todos os instantes 
que parecem nada
do nada que é tanto 
que não tem fim
em expressar o silêncio 
silêncio da rua nua do tempo
do tempo que é nosso
da rua nua que paira nos olhos
da pele de qualquer caminho
do caminho que é passo
do passo que é caminho


*


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Prece da Água


do mínimo até o máximo, 
das águas que nos compõem
corpo, lembrança, sentimento
rio, enchente, chuva, oceano
das águas de nós, 
das águas em nós
condutoras de sentido, 
que ao ler veja sua sina
que ao iluminar cresça
que ao crescer ame
e ao amar 
purifique água
reinvente água
água que dança 
por todos os poros da memória
para reinventar história

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Turquesa


o brio da pedra carregava o mar
luzia quando era de esperança sua sina
e a luz a atingia como que por fé
na existência bela de uma alma sem fim
à procura pela libertação, pelo amor,
pelo perdão que tanto tocou seu coração
no dia em que enxergou um pedaço de Deus
dentro de si, dentro de tudo...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Prece para o grande amor


grande amor, perdidamente
peço ao Universo que te ilumine
que seja banhado a felicidade
que te perca em alegrias, sorrisos, esperanças
grande amor que tanto tempo lhe tenho
que seja doce, eterno e saudável
que só engrandece a sorte de quem o conhece
rico é quem já viu o grande amor sorrir
mais rico ainda quem dorme junto ao amor
grande amor, perdidamente 
faça da vida tua morada, teu caminho, teu poema


sábado, 29 de junho de 2013

Entardecem meus olhos de ti


entardecem meus olhos de ti
no fundo profundo de ti
entardece minha quase esperança
entardece meu desassossego 
cega minha cegueira de ti
das meias loucuras que fiz
cega a luz que percorre o pó
pó de pranto dançante
no dia em que te esqueci

domingo, 23 de junho de 2013

Da criança que vem

da criança que vem 
despertar o lado insone
da felicidade de um sorriso
que jorra doçura
do choro que quer carinho
da sede do seio da mãe
das coisas que se revelam
durante uma existência
do que se aprende
do que se ensina
da faculdade de ser mortal
da sorte de ter quem amar
da música de um coração que canta
do lar que se constrói
é preciso respeito, cuidado, amor
que se aprende amando

terça-feira, 21 de maio de 2013

Poema de pó ou outra coisa qualquer

é sempre silêncio quando se inicia um poema
é sempre urgente o poema que surge do silêncio
mesmo sem saber fazer poema
do silêncio que urge nos ouvidos

toda palavra tem a sua pequena liberdade
que voará em outros olhos, 
atravessará outra dimensão
pode se transformar em pó, pássaro, flor  
ou outra coisa qualquer

dentro das coisas qualqueres
existem os máximos e os mínimos da liberdade
mas um poema deve ser oco para ressoar
deve ter um vazio de quem escreve
seu último suspiro 


*

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Matagal


matagal é a minha palavra preferida
começa com um cheiro de mato, de forno de lenha,
os grilos, os bichos, as árvores 
e depois é um verde perfume da terra
gosto das canções que dizem do mato
como "Pantanal" e modas de caipira
tem tantos títulos para uma canção 
se soubesse escrever uma canção
escreveria uma do mato, da terra, dos pássaros
dos seres que se esgotam, que se rarificam
daquele pedaço que raros os que preservam
matagal é a minha palavra preferida
e anda tão escassa nas canções, nos poemas, nos livros
seria um título de grande raridade
perfeito para uma de suas obras
Matagal era o mundo, mas o mundo deixou de ser matagal
e assim o homem destruiu grande parte de si
se eu soubesse escrever e as pessoas soubessem escutar
o matagal florescia nos olhos dos outros
nos olhos teus
nos olhos, nos ouvidos e no coração 
o matagal te habitaria
com toda a sua ternura de terra e mãe
mas como não sei, 
peço que escrevam a palavra "matagal"
cantem, recitem, gritem, sussurrem:
"Matagal"

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Da sinceridade inadiável


- Mia somos tolos demais para suportar o amor, tolos em demasia, demasiadamente tolos...é uma dança de idiotas uns atrás dos outros, passos em euforia ou depressão, egos, orgulhos, preconceitos e ninguém ama como quer. Cada qual ama como pode, mas o amor é inexplicável.

- Às vezes é preciso escutar o silêncio. Não saberemos sempre de todas as respostas, não precisamos saber. Cada um cria a sua própria resposta ou aprende a contemplar o silêncio...ou busca pelas respostas em outros lugares, quase sempre os piores lugares...terras de ninguém. Eu te procurei onde você nunca esteve e você me buscou onde eu nunca estive. Agora é preciso buscar em outros cantos. Dentro ou fora, não importa. Acho que ele está em toda parte...depende muito dos olhos conseguirem alcançar a luz, as sombras, a vida e o silêncio. Esse que respira independente de nós...

*

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Poema para ser feliz


imagino que dentro da esperança
um guardachuva dança pelo vendaval
na tempestade de todos os delírios
como as lembranças dançam sob o precipício
de um passado envolto de saudade
abraço quem me quer bem
já não grito pela estrada
nem enlouqueço a vizinhança
das intuições, dos neurônios
e da paisagem definitiva dos olhos
rio de quem não me quer bem,
de quem me quer longe
corro e agradeço a tempestade,
tanto como o sol que aquece
agradeço a vida que existe em cada ínfimo
e esqueço todas as bobagens
que não valem perder tempo
mas lá dentro da esperança
um guardachuva dança

Poema para os olhos

guarde nos olhos
um pequeno universo
cheio de mistérios
e não negue sua imensidão
seu som, seu silêncio, seu amor


*

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Eu queria escrever um poema bonito

eu queria escrever um poema bonito
que faça sorrir, um poema hilário,
que nasçam pássaros na tua gargalhada
um poema simples, mas essencial
que abra os olhos para o amor,
para a ternura e o carinho
algo assim dengoso e entregue
sem confusão, mágoa ou ressentimento
algo que alimente o amor pela vida
que faça compreender
o papel da paz tanto quanto o do caos,
que diminua a pressa e te faça consciente,
que te tire do cansaço e te dê vontade
de dançar infinitamente
algo sem explicação e sem lamento
essa coisa de amar a palavra da boca,
escutar o silêncio de tudo, respeitar todo mistério,
esperar o melhor do agora, do instante, do já,
para não se prender em delírios sem fim
não querer saber demais o que não se explica
era isso que eu queria
um poema composto de absurdos,
um dos teus sorrisos
e se eu tiver uma sorte imensa
um abraço do infinito vindo de ti
porque cada pessoa é um infinito
um pedaço do delírio mais lindo
uma música, um silêncio, um oceano
e é preciso expandir

terça-feira, 23 de abril de 2013

Eu vi um fantasma II


o que querem meus fantasmas
me mostrar o infinito? a dor?
o distúrbio? a loucura?
obssessão? amor?
o que querem estes fantasmas
que não param de surgir na minha frente
com faces semelhantes, jeitos parecidos
sorrisos que salvam, confundem, instigam
o que querem eles comigo
que não param de aparecer
quem são e para onde irão,
o que planejam?
serão fantasmas, pessoas, sonhos
existem sorrisos que salvam
olhos que enlouquecem
tempo suficiente para quase tudo
sorriso suficiente até o fim do mundo
tempo que sobra para sonhar o agora
na pele de todos os sentidos
na superfície do já
a paz ou o caos prevalece
e o que prevalece
CRESCE


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Eu vi um fantasma


eu vi um fantasma
que tinha os teus olhos,
teu sorriso, tua pele
era doce e me procurava
seus olhos eram de sombra e noite,
da madrugada mais densa
eu também parecia com alguém
que ele já conhecia
todos nós parecemos com alguém
alguém que já se foi
alguém que já não volta mais
na história das minhas retinas
eu vi tantos fantasmas
que se pareciam uns com os outros
que quase os confundi
contigo que nunca conheci
acho que nunca sequer te vi
mas todos esses fantasmas
se parecem contigo
e quase sempre me assusto
quando os vejo
tenho uma coleção de fantasmas
que parecem a mesma pessoa
todos com diferentes nomes
diferentes vidas, diferentes faces
mas tão iguais



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pão caseiro

juntei todos os ingredientes
bati na mão a massa
construí uma meleca
coloquei na forma
a massa cresceu até transbordar
fiz a maior meleca no forno
dividi a massa em duas
tentei de novo
o pão ficou pronto
a vitória de ter conseguido
o paladar agradecido
a felicidade de construir a massa
esperar crescer
ver o pão bonito
provar o gosto da própria vitória
pode ser apenas um pão para uns,
mas para mim é o Pão!

quer fazer também? veja a receita que eu usei:

http://www.almanaqueculinario.com.br/receita/massas/po-caseiro-de-liquidificador-27028.html
(usei somente 10gr de fermento biológico)


domingo, 7 de abril de 2013

A morte cai como pluma


a morte cai como pluma
nos dias não amados
apaga lentamente qualquer chama
sem saber que desaparece
toca o impossível
o absurdo da cabeça aos pés
a morte dos dias mal amados
tem gosto de tédio
e revolve por dentro
a negação do instante
o labirinto da enchente
do passado que quer passar
para o presente dançar
dentro do agora
seu primeiro passo
sempre primevo
banhado da novidade
da imensidão de um por vir

*ps: eu sei que essa imagem é repetitiva, mas eu adoro ela!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pedaço de ilusão


eu vi um pedaço de ilusão
através do teu coração
e amei a mentira mais bela
a máscara das eras
minha fera
quis matar a ilusão
ah, o início da ilusão
tem um pedaço do coração
que ora pelo sentimento que vigora
Paixão!
"fogo que se arde sem se ver"
na tela do precipício
no mar da enchente que transborda
na chuva que cai e não molha
num pedaço, lá no fundo
onde o tempo esquece de passar
num pedaço, lá no fundo
onde o vento faz sua prece
sussurrando a lembrança
esperança que traduz
o silêncio de quem partiu
o nosso coração
que se esvaiu numa simples ilusão
numa estória que a memória
um dia vai esquecer que existiu

*imagem meramente ilustrativa

sexta-feira, 15 de março de 2013

da pequena alegria*


uma pequena alegria
mora no ventre da poesia
e quando parir
será alvoroço, imensidão
embriaguez
de alegria mais bonita


*para o meu sobrinho

quinta-feira, 14 de março de 2013

terça-feira, 12 de março de 2013

Dancinha



revolve a poesia 
nos poros 
nos mistérios 
dos ínfimos 
a poesia dança e sorri
nas pequenas 
 partículas dançantes 
do mundo


*

quarta-feira, 6 de março de 2013

sobre o impossível e o absurdo

sobre o impossível e o absurdo
as miragens revelam
pelo beijo do tempo
na surra do ainda
das lágrimas do futuro,
na tempestade do nunca
do durante eterno
que permanece contínuo
como sussurro inevitável
do agora e sempre

segunda-feira, 4 de março de 2013

ele era feito de poesia

ele era feito de poesia
dos pés até a cabeça
seu riso largo revolucionava
versos, miragens, sonetos
e toda a constelação dos sonhos
tudo o que ele tocava
se transformava em poesia
não sei o que aconteceu
se ele deixou de ser poesia
ou se meus olhos perderam a poesia,
mas um belo dia poesia foi embora
os olhos se fecharam
e a poesia era rara
como se nunca existisse
nula, insignificante, inexistente




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

temporal



tanto tempo fez, tanto tempo faz
tanta saudade
ainda tem coração e tem oração
que arde no temporal, vendaval
prometo nunca mais te ver como via
minha alegria, tristeza sem fim
e cair no temporal, vendaval
essa saudade, que falsidade
essa parte que já nem arde
temporal, vendaval
brisa da tarde
tem coração e tem oração
que finda na imensidão
do silêncio sem fim
música, lúdica
sorriu pra mim
temporal, vendaval
brisa da tarde
brisa da noite
sopro do fim



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Feliz aniversário Assis!!

Assis Freitas é um grande poeta, escritor, professor, mora na Bahia e hoje ele faz anos!
Escreveu esses maravilhosos livros:

Assis escreve poesia de qualidade em:
http://mileumpoemas.blogspot.com.br/
http://arvoredapoesia.blogspot.com.br/

Fez uma linda entrevista em: Http://minimoajuste.blogspot.com.br/2011/07/gosto-de-me-pensar-um-cavaleiro-cujos.html


e como hoje é dia 9, escolho o poema 9 de Assis:

"9 - poema do encontro

queria escrever um poema
sobre Cortázar e Borges

um poema pervertido em
espelhos e mancúspias
um bestiário de punhais

poema sem qualquer final
com os versos em silêncio
brando, branco"

Assis freitas
(poema extraído do: http://mileumpoemas.blogspot.com.br/2009/10/9-poema-do-encontro.html)

Felicidades Assis!!





segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Exercícios de sonhar ínfimos II

dançarinas invisíveis
bailam em partituras de luz
no topo das árvores
percorrem as pupilas
com sua bela melodia
nos galhos cigarras, pássaros
o músico e seu pedaço de vento
o vendaval e suas folhas
renovam a dança dos tempos
compõem a música do matagal
as nuvens oferecem toda partitura
eis a compreensão de cada um
em sonhar a infinitude
na ínfima partícula de luz
que encontra seus sentidos
sua respiração...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

pétala de luz

a beleza é uma pétala de luz
que cai nos olhos
singela, simples e pequena
o silêncio
ora tristeza que brota vida
ora alegria que repercute
que renova e aquece
o mar que revolve
dentro de nós
a beleza sincera,
a beleza real
é mais que um colírio nos olhos
é uma tempestade de luz
cachoeira que inova
e nos toma de poesia


Feliz 2013!

Pintura de Van Gogh