terça-feira, 20 de agosto de 2013

Faísca de loucura

faísca de chuva no profundo dos olhos
quase nunca percebemos a realidade, 
quase nunca vemos alguém
espelho, reflexo, sombras, luzes 
tudo ao mesmo tempo, sem explicação
labirintos procuram razão
pra quando falta ar pro coração
mas todo o silêncio se consome 
faísca de chuva no profundo dos olhos
onde o tempo nasce, 
onde se gesta paisagem
onde a verdade é inventada
dentro de uma lágrima
gota que tece desejo
anseio de vida que pulsa
faísca de loucura


2 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Imagem e poema faiscando! Belos...

Beijos,

Assis Freitas disse...

tão acesa tu de sílabas



beijo