Música!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Para gestar um incêndio de poesia


para gestar um incêndio de poesia
e queimar versos da cidade na pele
para florir sorrisos na boca do futuro
para restar o aroma de alegria
nos dentes da poesia
é preciso ler os olhos da verdade
engolir esperanças alheias
e confessar o silêncio do mundo
escutar o canto do nada, do vazio
da imensidão que jaz nos ínfimos
para gestar a força da ternura
do tempo adormecido na esperança
em beijo repentino de silêncio
para multiplicar abraços de despedida
e invocar o amor de todas as vidas
basta manifestar a incompletude
de uma multidão sem nome
mas cheia de poesia