sábado, 21 de dezembro de 2013

Para gestar um incêndio de poesia


para gestar um incêndio de poesia
e queimar versos da cidade na pele
para florir sorrisos na boca do futuro
para restar o aroma de alegria
nos dentes da poesia
é preciso ler os olhos da verdade
engolir esperanças alheias
e confessar o silêncio do mundo
escutar o canto do nada, do vazio
da imensidão que jaz nos ínfimos
para gestar a força da ternura
do tempo adormecido na esperança
em beijo repentino de silêncio
para multiplicar abraços de despedida
e invocar o amor de todas as vidas
basta manifestar a incompletude
de uma multidão sem nome
mas cheia de poesia

6 comentários:

PAULO TAMBURRO. disse...

Olá,

tenho sentido sua falta nos meus blogues e jamais pensei que eles fossem tão ruins assim. (rs)

Espero por você.

Combinado?

E sabe de uma coisa?

Quando bate esta sensação de incompletude,a maioria perde o chão e eu perco a graça.

Quer que eu minta?

Um abração carioca.

Tania regina Contreiras disse...


Luiza, querida, assim no plural, gestando, parece que a sua poesia conseguiu ficar ainda mais emocionante. Adorei ler você neste momento e me emocionei muito.
Beijos,

Assis Freitas disse...

encantatório




beijo

Verso Aberto disse...

silêncio
a
nos invocar


muito bom heim!

abração

Breve Leonardo disse...


[esse sentir

urgente amor,
na palavra da cor do dia.]

um abraço, Amiga Luiza

bL

Thuan Carvalho disse...

"a incompletude de uma multidão sem nome, mas cheia de poesia."

quão profunda e necessária a observação!

perfeita.