quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Frágil pétala

Frágil pétala 
Dança sob o céu 
nos braços da esperança ela dança 
Sob nuvens, sob o amor
Sob pássaros, sob o beija flor
Beija, abraça, encontra a sua luz
e morre sob o horizonte, sob o monte
do infinito

perdida na esperança 
ela dança nos braços do ar
e ama o tempo que passa
o desejo que rasga
a saudade de voar
sob teu sorriso
sob teu piso
sob teu amor

domingo, 27 de dezembro de 2015

Você venceu


Você venceu
venceu meu coração 
agora vem 
vem desilusão 
ditar o meu caminho
nos arredores da paixão 

agora vem
vem desilusão 
fazer meus passos
sob o mar da oração 
vem
vem desilusão 
não me ilude não 
eu preciso acordar e viver
não mais sonhar
não mais querer entender
quem cruzou o meu caminho
e me paralisou diante dos espinhos

agora vem 
vem desilusão 
me ensinar a tua oração 
que eu preciso de proteção 
para não cair nos braços da ilusão

sábado, 26 de dezembro de 2015

Diálogos Fictícios: Monólogo


- Pedro eu não vou mais correr contra o tempo, contra a correnteza, contra as ondas que querem me levar para longe, bem longe de ti. Dessa vez vou aceitar o meu destino, a minha tristeza de não te ter perto de mim, a minha felicidade de estar onde estou, de ser quem eu sou, de as vezes ser quem não sou também. Eu vou aceitar que você já foi embora e não existe nada que eu possa fazer que eu já não tenha feito para recuperar o tempo perdido. Vou aceitar que eu te amei a minha maneira e parar de evitar o que eu sinto. Eu vou aceitar que o tempo se foi e que eu só posso voltar nele na lembrança como uma forma de esperança. Vou aceitar porque tentar evitar só me causará mais sofrimento.  Eu vou aceitar meu caminho com lágrimas, com sorrisos, com tédio, com emoção. Seja o que vier e como vier. Eu vou aceitar. Vou ser mais fiel a mim mesma e aceitar que eu nada sei da vida, da morte, do amor, da dor, dos sonhos, da realidade, enfim de tudo. Eu não sei nada e se pra você pareço saber algo é porque você me pintou de alguma cor que não é a minha cor de incógnita, indefinível. Eu vou aceitar também que tudo não passou de uma ilusão e que a realidade é muito difícil para lidar. Eu vou aceitar simplesmente aceitar e talvez assim eu seja mais fiel ao que sou, ao que fui, ao que serei um dia quem sabe.

*

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Diálogos fictícios: Ninguém


- Pedro quando eu te disse que gostaria de ser tratada como qualquer pessoa nunca jamais pensei que pra você qualquer pessoa se trata como lixo. Me pergunto se você não tem algum remorso pelo que fez comigo, por como eu te pintei de ouro e você ao contrário só me jogou no lixo. Se eu sou ninguém pra você farei com que você seja ninguém para mim. Talvez você nem se importe tanto afinal pra você eu sou ninguém.

- Bruna por mais ninguém que você fosse, por mais que eu tentasse te tornar ninguém, nunca consegui de fato. 

- Fui me distanciando tanto procurando pelas migalhas que você deixava pra mim no meio do caminho. Eu não mereço viver de migalhas Pedro. Você não merece o meu tempo, a minha atenção. Vou te transformar em ninguém a partir de agora.

- Bruna?

(um grande silêncio pairava no infinito como se de ninguém tratasse) 

*Para Bruna era muito mais fácil culpar Pedro do que responsabilizar-se sozinha por sua vida. Veja bem é muito mais fácil colocar a culpa no outro do que assumir responsabilidade pela sua própria felicidade/infelicidade. E assim às vezes com raiva às vezes com amor Bruna continuava com sentimentos ambíguos por Pedro. Na rua do esquecimento derrubou sua última lágrima que libertou seu coração inteiramente.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

é meu aniversário

É meu aniversário e sem explicação estou feliz, feliz, feliz! Sorrio para todos que passam por mim me presenteando ao oferecer sorrisos e olhos nos olhos em desconhecidos. Sorrio porque afinal a vida me é rica demais, boa demais, demais, demais. É tudo demasiado que sinto e é maravilhoso poder sentir e não estar alienada. Viver, viver e viver e sonhar também é maravilhoso. Não importa se eu encontrar um mau humorado no meio do caminho eu vou sorrir e vou cantar a música do meu coração em oração eterna de bons dias, bons sonhos, bons instantes! Agradeço, agradeço a cada respiração por existir e ter em minhas mãos a possibilidade de viver mais um instante. A todos que passaram por mim, aos pássaros seja qual for sua cor, credo, religião, endereço. Agradeço. Obrigada pela presença em forma de abraço, em forma de sorriso, em forma de poema, em forma de palavras, em forma de música, em forma de olhares, em forma seja qual for a forma da poesia que ressoa em tudo e em todos. Obrigada, obrigada, obrigada!

*

domingo, 20 de dezembro de 2015

Esbarro...


esbarro em ti
esbarro sempre em ti
em todas as esquinas
nas avenidas, na rua, na noite
o destino deve ser esbarrar em ti
e ser aquela que passa
que invade a festa
incomoda e bebe todas
dança em cima da mesa
e vai embora embriagada,
quase feliz

esbarro em ti,
como partícula de pó intragável
como um nada
perdido no manto do abraço
ferido em coração de aço

Diálogos fictícios: No limite

Bruna - Pedro vou ficar uns bons anos sem escutar músicas com letras de amor, dor ou qualquer letra que seja. Elas exercem um poder quase hipnótico sobre mim. Parece que são todas pra mim. Como se eu fosse o umbigo do mundo e o mundo girasse ao meu redor.

Pedro - É só você saber disso que não é o umbigo do mundo e pronto pode escutá-las.

Bruna - É maior que eu Pedro, não consigo controlar as vezes. Só música instrumental, de línguas que eu não saberei decifrar e orquestras a partir de hoje até sabe-se lá quantas décadas.

Pedro - Que pena Bruna!

Bruna - É para a minha sanidade Pedro. Tenho que reconhecer meus limites.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Quando a gente nasce

quando a gente nasce
é criança 
só sorriso, esperança 
e chora de dor, de fome
e por falta de amor

quando a gente cresce
a gente se esquece
quando a gente vive
se inibe
quando a gente morre
a gente se perdeu

quando a gente se perdeu
se encontra
quando a gente se encontra
se perdeu
se perdeu, encontra
encontra, se perdeu

quando a gente nasce
morreu
quando a gente morre
nasceu
morre e nasce
nasce e morre
em um ciclo de vida e morte
até que um dia
a gente vira luz
pulsando pulsando no infinito
piscando, piscando, piscando...


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Diálogos fictícios: Quebrado


Pedro - Naquele instante quando ainda você me amava Bruna, quando eu ainda alimentava seus sonhos, quando eu ainda tinha coragem de te enganar, naquele instante o mundo parecia tão mais bonito Bruna.

Bruna - Não Pedro, não era. Era insuportável e você sabe disso. Porque você insiste em recordar o que é insuportável faz parte da natureza humana. Focamos muito mais nas tragédias do que nas alegrias. Porque você acha que os jornais estão cheios de notícias ruins? Todo homem adora uma tragédia, um drama, uma história triste para contar. Agora não venha me falar que era bom, porque não era. Não foi bom e eu tive que florear a memória para a lembrança se tornar suportável. Porque na verdade foi o inferno. E nós dois sabemos que foi e agora está quebrado. Quebrado, partido, sem concerto. Sem palavra, presença ou música que nos cure.

Pedro - Você adora uma tragédia né Bruna?

*

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Diálogos fictícios: Entre quase irmãos

Bruna - Pedro eu sei que faz uns bons meses que não nos falamos mas eu sinto que você não está bem, que você precisa de um ombro amigo, de alguém para contar. Faz uns anos talvez que não conversamos mas você poderá sempre contar comigo. Me diga você está bem?

Pedro - Bruna não sei como você sabe mas eu estou ruim a beça por causa de Sofia.

Bruna - Pedro meu querido amigo eu sinto no meu coração pela nossa ligação fora do normal entre quase irmãos que somos que você precisa de ajuda, de alguém que te faça sentir melhor. E ainda que não seja eu por favor procure ajuda, procure alguém. Não fique sozinho. Não se isole. Por favor cuide de você, do teu coração. E sim pode contar comigo como sua amiga. Ainda que naquele dia tenha dito que não queria ser sua amiga pois bem, seremos amigos. Amigos para a vida toda que ofereço meu ombro pra você repousar. 



*

domingo, 13 de dezembro de 2015

Ainda que as flores murchem

Meu amor,
ainda que as flores murchem
ainda que percam sua vivacidade,
seu brilho, sua cor
ainda assim darão vida a mais vida
oferecerão seu lugar
ao que precisa brotar


sábado, 12 de dezembro de 2015

Pequeno livrinho sobre pássaros

* Importante dizer que esta é apenas uma das infinitas possibilidades de visualizar o mundo, não é para se tornar um padrão de pensamento fixo e rígido do mundo e sim para expandir a visão de quem lê, observa e sente.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Diálogos Fictícios: A crise da salvação

Pedro – Você está desequilibrada emocionalmente Bruna.

Bruna – É tão visível assim Pedro?

Pedro – É, quando você começa a me procurar e me culpar e projetar todas as coisas boas e ruins em mim é porque você está na beira de uma crise.

 Bruna – Pois é Pedro, eu estou de novo na crise, na loucura de procurar onde você não está. Me dá uma luz. O que eu devo fazer pra me equilibrar novamente?

Pedro - Saiba que é você a culpada e a responsável pela sua existência e não eu. Apesar das pessoas nos influenciarem para o mal ou para o bem quem é responsável por sua vida é você. Eu sou apenas uma pessoa. Não sou seu salvador e não sou o seu algoz.

Bruna – Sim, as vezes eu gostaria que você me salvasse.

 Pedro – Eu não tenho esse poder Bruna.

*

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

já é noite


já é noite
vendavais escurecem os olhos
e é preciso observar as luzes esvoaçantes
que percorrem cada pedaço
daquilo que permanece
nos cantos tão esquecidos por nós
escutar as preces 
do agorinha tão já
que iluminam os olhos
quando as sombras se aproximam do amor


*

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O som do refeitório

talheres como bateria 
repercutem 
ventanias finas anunciam 
pequenas notas inacabadas
o falatório é um coral extremo de sintonia,
as cadeiras se arrastam
para todos os lados
o zum zum zum do ar condicionado
talheres que batem nos pratos
garfos que se cruzam com facas
o barulhinho fino da vassoura tocando no chão chhh 
refrigerantes sendo abertos
na cozinha o som é alto
tempestade sonora sem sentido 
o tremelique do ventilador
a orquestra mora em um refeitório,
em uma creche, 
em um hospital,
nas ruas, nas escolas,
na praia, nas florestas, 
nos parques urbanos
e no coração dos homens

imagine que cada pessoa ali a se alimentar
carrega em si mesma
sua própria orquestra particular
composta por toda gama de nuances
possíveis ou impossíveis de imaginar

*poema realizado um dia depois de ver o filme do Villa Lobos que recomendo muitíssimo por sinal

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Diálogos Fictícios: das sombras que invadem

Bruna começa a escrever uma carta para Pedro:

"Pedro eu poderia discorrer de mil coisas sobre você, mas isso já está começando a me fazer mal. Então eu vou parar por aqui. Já disse o quanto você foi importante pra mim o quanto você me conectou com a beleza e a arte da vida, mas o que nos conecta pode também nos desconectar e ultimamente ando pensando demais em coisas que eu sei que nunca irão para frente. Percebe? É melhor eu parar por aqui do que acabar confundindo a vida e ir te procurar novamente nas esquinas de qualquer endereço. O que você falou para mim é verdade, não tinha percebido mas é verdade. Eu queria te invadir de alguma forma e desse modo me perder em você um pouco. Apenas porque eu te adorei demais boa parte da minha vida. Mas não é possível. E eu encerro por aqui as minhas tentativas frustradas de dialogar contigo, de ir atrás de ti, de chamar a tua atenção de alguma forma, de dizer "oi, tudo bem com você?" dessa forma banal que encontrei como a única alternativa de me comunicar contigo. Já que nossos caminhos nunca se cruzam de modo que possamos tranquilamente trocar figurinhas. De modo que eu possa ser eu mesma e você possa ser você mesmo em nossas presenças, de modo que eu não fique tão louca varrida querendo fugir de você. É tarde demais Pedro, mas a vida segue. A vida sempre segue sem nós... Você percebe o quanto é sempre tarde para nós? Sempre foi tão tarde, mas eu te perdôo. Te perdôo como a música do Chico. E espero que um dia você me perdoe também..."

Bruna termina de escrever a carta a Pedro suspira, amassa e por fim joga no lixo como tantas outras cartas escritas jamais enviadas que vão parar sempre no mesmo lugar.

Do outro lado Pedro conversa no telefone com sua mais nova namorada Sofia.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Do bulbo que cresceu na varanda e virou broto, flor, vendaval II

era preciso escutar a prece silenciosa das flores
o quanto a vida fazia um esforço para nos fazer sorrir
era preciso também sorrir a beleza das flores
celebrar o crescimento da nossa natureza
observar e agradecer a energia que emana a vida
da natureza simples dos Seres em eterna gestação 
era preciso além de tudo quebrar com padrões mentais
que não seguem o curso da transformação 
 isso leva uma eternidade para ser concretizado
na realidade da impermanência a vida não para
e é preciso seguir
porque os Seres amam ainda que os seres não amem

 

domingo, 29 de novembro de 2015

Do bulbo que nasceu na varanda e virou broto, flor, vendaval


era preciso escutar o doce caminhar da natureza
mas também suas pequenas explosões repentinas
a arte de recitar maravilhas, 
o mistério contido nos olhos da flor
porque uma flor também tem olhos
e sabe como enxergar sua própria gestação
extrair da Terra sua energia, 
em crescimento constante
era preciso aprender com a natureza
em suas delicadezas e explosões
no constante movimento dos seres
a permanecer consciente, abrir os olhos,
a ser também contida da transformação
do estado breve de estar no eterno presente
e também a desapegar inteiramente 
de todo e qualquer vendaval que passa 
e o que permanece é essência
a ser talvez escrita, transformada em ação
como o fogo que percorre teus olhos
e tem o propósito de arder
para gestar amor

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Da Terra em múltiplas gestações

Ele sussurrou nos meus ouvidos
a infinita gestação da Terra
do que não para de brotar
continuamente...
sem medo da vida ou da morte
sem o vício repetitivo da mente
sem a limitação da razão
da Terra em contínua gestações 
com explosões silenciosas no interior de cada flor
com a expansão natural da Terra, da Árvore, do Ser
da contínua música da Terra
do contínuo som da Vida
da eternidade que pulsa em cada Ser
que vibra sua própria gestação 
grávida da sua essência 
da essência do mundo
é cada pessoa que cria



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Para sonhar entretantos

Aquarela de Eric Ravilious (1903-1942) - "Cucumber House"

É preciso sonhar a arte para ela existir. E quando a arte já existe ganha novos sabores, novas texturas, novos olhares com outros olhos além do olhar do próprio artista. Quem faz arte dá sentido à arte e quem dá sentido é quem vê, quem sente, quem escuta a arte na arte. Mergulhar na arte e aprender a escutar o que nela reside e ecoa em nós é um treino de sonhar entretantos. Tantos entres em tantos espaços de tempo, de beleza, de notas de música, de pássaros querendo sair do artista, de energias infinitas. Os verdes, azuis, marrons, as cores pastéis de Eric evocam a mais bela paz, um desejo de paz diante da guerra, alguma tristeza também. Existe um desejo de ordem em tanta desordem, uma tentativa de assimilar a beleza diante de tanta tristeza. A profundidade das cores incitam mistério. O belo mistério no interior do artista. A elaboração da perspectiva indica distância, a vontade de se distanciar da realidade ao perceber a absurdez da realidade. Ao mesmo tempo a percepção do sonho como algo trancado, sem liberdade e sem tanto espaço para fluir. Já que Eric viveu em tempos de guerra em meio à guerra. Como todos nós também muitas vezes vivemos em guerras não só externas mas principalmente internas. E muitas vezes nem percebemos que a guerra principal é aquela que reside em nós e a principal que causa guerras externas. Como a falta de tato para detectar o sentimento de quem está ao nosso lado. Como a ausência de sensibilidade com o mundo, a natureza, os animais. Como a ausência de sensibilidade e perdão com nós mesmos principalmente. Pois a guerra interna é somente projetada no mundo externo pois nós não cuidamos de nós, da nossa natureza, do próximo. Pois tudo é extensão do nosso corpo, nosso mundo, nosso eu. E se esse tudo é nosso, vamos cuidar de tudo. Pelo menos do espaço do mundo que nos compete cuidar. Do que está ao nosso alcance e o que não está sonhamos por um mundo melhor fazendo o que podemos e provando da nossa arte. A arte que já está, a arte que é e a arte que será um dia quem sabe.  

*     

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Diálogos fictícios: para entender a verdade por trás de tudo

IBruna - Pedro depois de todo esses anos hoje eu finalmente entendi porque a sua presença é algo único pra mim. E olha que para isso foi preciso anos e anos de revirar o passado e perceber.

Pedro - Então diga lá Bruna o porque de uma vez pra ver se eu também entendo a tua loucura.

Bruna - Sim eu vou dizer porque é algo que eu sempre me considerei doidinha de pedra por não entender. Você Pedro me conecta com o mundo. É isso. Você me conecta. Antes de você aparecer eu andava na minha mesquinha depressão. Quando você surgiu tudo mudou. Você deu um tom diferente do branco e preto que eu estava acostumada. Você me conectou. E acho que cumpriu bem o seu papel. Agora o meu desafio é expandir essa conexão para outros através do que eu puder fazer para o mundo. Pareço muito mesquinha?

Pedro - Olha só eu nem sabia disso Bruna. O quanto uma pessoa pode ter todo esse poder de mudar uma existência. Não é mesmo?

Bruna - E desculpe se eu te confundi com os outros. Desculpe era porque eu não sabia nomear o que surgia na minha frente. Não você, mas a energia que chegava junto com você e o impacto que teve em mim.

Pedro - Agradeço Bruna pelas palavras, agradeço também pela tua presença tão verdadeira, sincera e assustadoramente real. 

Bruna - Agradeço Pedro pelo diálogo civilizado que finalmente conseguimos ter. Tenha uma ótima existência é muito obrigada por existir.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Breath dance flow

Breath dance flow and let go always with the feet on the earth and the spine towards the sky like a tree in a living melody with eyes and senses wide open to the present moment. With the eyes and senses in the dance, with the feet and ears hearing the music of the earth feeling the great mother earth energizing all the body and spirit. To dive and to offer your air your breath your life your soul. To flow with the music and dance with your feet your senses your breath your soul. To feel. Just to feel your feet in the ground your breath your body your heart. To listen. Listen to your hearts music and go were you can find peace and be. Just be. Be you and me. Be everything. Dive in everything every being. And forget everything you think you know. Then be and listen to what you have to offer to the world. And be it this channel to offering whatever Mother Earth gave to you that you have to offer and blossom the life within you me and everything.   



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Open your eyes


“Every day we are engaged in a miracle which we don’t even recognize: a blue sky, white clouds, green leaves, the black, curious eyes of a child – our own two eyes. All is a miracle.” Thich Nhat Hanh




terça-feira, 27 de outubro de 2015

Diálogos fictícios: de ir embora para não voltar, de não ter paraondeir, de afogar a liberdade de ir e vir

Bruna: Pedro estava pensando que as vezes parece que você quer que eu suma da tua frente e nunca mais volte e as vezes parece que você me quer perto de ti. Essa ambivalência de sentimentos é recíproca Pedro acho que eu também quero que você suma e apareça de vez em quando. Porque será que sentimos essa coisa estranha um pelo outro?

Pedro: Acho que é porque nos angustiamos ao nos vermos e nos angustiamos em nossa ausência. A minha presença te causa ansiedade e a minha ausência causa sei lá o quê, saudade? Eu não sei Bruna. Você é insuportável mas me faz falta. E essa falta me assombra.

Bruna: Que coisa né Pedro? Você é uma presença insuportável na minha vida e não sei porque. Não encontrei ninguém que fosse tão insuportável como você é e não sei porque isso ocorre. E não saber o porque disso me intrigava. Como se fosse um enigma a ser resolvido.

Pedro: E então?

Bruna: Tenha sempre a certeza da dúvida. 




quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Diálogos fictícios: Na paz que Deus me deu


Bruna: Pedro estou na paz que Deus me deu. Agora tudo se encaixa. Às vezes tudo se mistura novamente e me sinto tão mais tão perdida que só me resta algumas memórias. E o apego a essas memórias parece que não passa nesses momentos no qual a vida parece um buraco. Um buraco negro que não acostumei pisar.

Pedro: Você pensa demais Bruna. Demais, demais. Pára um pouco de pensar e sente. Sente o ar tocando a pele, sente as narinas tocando o ar, sente o ar chegando nos pulmões, sente os seus pés no chão. Sente o buraco negro também. Você fica confusa porque pensa demais. E pensa demais para fugir de sentir. A sua energia é gasta porque pensa demais em coisas inúteis, fantasias que ainda não aconteceram ou jamais acontecerão. E assim você vai plantando o que no futuro irá colher. Então esteja consciente do que planta minha querida. Não adianta plantar batata e querer colher tomate depois.  

Bruna: Não sei Pedro, não sei mas acho que você tem razão. O que seria de mim se eu não pensasse tanto? Quem seria eu? Acho que não seria quem conheço de mim. 

Pedro: E você acha que se conhece?




quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Diálogos fictícios de dois perdidos de amor, paixão ou outra coisa qualquer



Bruna - Porque amor você não disse logo que me amava para eu não ter dúvidas.

Pedro- Eu não sabia Bruna que te amava, eu nunca soube se o que sentia era amor ou paixão ou outra coisa qualquer. 

Bruna - Vamos combinar que na próxima vida você irá atrás de seus sonhos e eu também. Sem desviar de nosso caminho. 

Pedro - Nessa vida não foi e na próxima não será também. Não vamos viver na ilusão do que poderia ter acontecido, não poderia. Simplesmente não poderia. Seja Deus, o Diabo ou o acaso não poderia ter acontecido o que nunca aconteceu. E se tivesse acontecido quem sabe estaríamos muito pior, o mundo podia ter explodido, você podia ter estado numa pior afogada em algum canto. Então Bruna meu amor não podia ter acontecido, não podia.

Bruna - Tens razão Pedro. Não podia ter acontecido. Está tudo bem como está. Você está bem, eu estou bem. Só sinto falta de sei lá o quê seja amor, paixão ou outra coisa qualquer.

Pedro - A insatisfação alimenta a insatisfação. 

Bruna - Quando você ficou tão sábio?

Pedro - Foi quando te perdi.



terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quando te vejo

quando te vejo 
é como ter visto mil sorrisos de crianças
é como ter provado do abraço mais doce
é como ser mil vezes beijada
é como ter o infinito nas palmas das mãos 

é ser tão feliz

*


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Na praia


escutamos os movimentos da Terra
nossa mãe, chão, céu, mar, areia, 
nosso Lar e então vi
acho que pela primeiríssima vez vi
se disser que vira antes
foi mentira e no futuro talvez pense o mesmo
que isto tudo é mentira
mas por hoje me parece a verdade mais bonita
mas não só vi também senti
ser mar, onda, rocha, areia, céu, nuvem,
montanha, árvore, vento e todo o mais

sim eu disse rocha 
sim tenho a característica de ser parada às vezes e de apenas
contemplar o mar, suas ondas e seus movimentos
e ao perceber ser rocha sorri 
como nunca percebi isso antes
como fui tão cega durante tantos anos
se sou rocha, mar, areia, céu...,
você também é mar, onda, céu, chão,...
e neste todo estamos juntos
estamos todos juntos
neste Todo que chamamos mundo
vasto mundo, pequeno mundo,
mundo, mundo, mundo

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Se todos fôssemos palhaços

Se todos fôssemos palhaços, simplesmente palhaços talvez não haveria tantas guerras, tantos desentendimentos. Se nosso único objetivo fosse fazer os outros sorrirem, gargalharem, serem felizes nosso mundo seria outro. Por isso gosto tanto de palhaços e por isso queria nosso mundo repleto deles. De um lado somos palhaços à procura de um sorriso de criança que nos faça sentir inteiros, de outro seres egoístas que não sabem sorrir ou apreciar um bom sorriso. Oscilamos diariamente pois somos apenas humanos.


Poema ou Pó de contentamento

viraste pó de contentamento
em espiral de múltipla viagens
e gira como a inspiração
em constante respiração
a expirar tudo o que foi contido

viraste lágrima de sorriso infindo
em círculo perdido
já não tens imagens pronta
és energia pura, esperança declarada,
silêncio macio, paixão renegada
e não é preciso dizer mais nada



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Na vida de pessoa pessoinha

Na vida de pessoa pessoinha eu nunca pensei que fosse possível chorar só de escutar uma música. Não por estar triste, não por estar feliz, mas simplesmente por estar tão intimamente dentro da música que se torna inviável não estar. Estar lá conectada com a essência aquela coisinha coisa coisão que paira no sentimento e não saí tão fácil assim. Já me perdi de mim pela música, por não entender a linguagem do amor quando ele chega e também já corri desesperadamente por medo, medo de partir o coração. Já me partiram o coração mas por muito muito pouco tempo que agora ele volta são e salvo com sua cicatriz de luz que é para não esquecer que amei, que amo e que não deixarei de amar por uma simples cicatriz. Não sei se parti corações também, não lembro se parti algum coração. Nunca tive a intenção se é que já parti algum. Tomara que não tenha partido por que sei que quem parte é duplamente partido quando consciente do estrago. Imagino que nessa vida de pessoa pessoinha eu tenha passado com passos loucos e nem tão loucos assim, tímidos e nem tão tímidos assim, não só de passos mas de vôos também. Vôos distantes, impossíveis, inimagináveis. Dei a luz, ofereci amor e tento com todas as minhas forças preservar, engrandecer, expandir todo o  amor que nessa vida me foi e é ofertado diariamente através do presente que é a vida, o sonho, a arte, a poesia, a música, a natureza, o todo que em todos habitam e que habita também o silêncio. O silêncio que dança desde as árvores até os faróis da cidade. É preciso escutar atentamente e observar minuciosamente a música, a dança de cada silêncio, de cada instante. A nossa única certeza é que ela sempre muda, como nós, como a mente, como os sentimentos, como a vida. Nasce, cresce, vive e morre. E assim que morre dá a luz.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

To love

You know love is really what you need most. So love yourself and do whats good for you. When you realize whats good for you there is no way out of not doing what feeds your soul and your heart. You can hide but you cant ignore your own self destruction. So you just do what is good for you. And if you don't know whats good for you try Ashtanga Yoga, try Iyengar Yoga, try mantra, try praying, try running, try biking, try painting, try to play an instrument, try, just try anything and eventually you will know whats good for you. And stick with that everyday. And do that with love, dedication and just like an everyday prayer with gratitude. And if you still don't do whats good for you maybe you need help because your own guilt from being who you are is destructing who you can be. And you can be.


sexta-feira, 20 de março de 2015

Om

Porque desde que me conheço por gente já sentia que a minha natureza deve ser preservada assim como a natureza lá de fora. Porque depois de um tempo dentro e fora se tornam um mesmo lugar. E porque a tentativa de dizer para fora é quase sempre para dizer para dentro. Por isso tenho estado distante do mundo virtual e cada vez menos passarei por aqui para dizer "olá, tudo bem com você?". Parto para dentro e na minha jornada a busca é pela paz, pelo sossego e pela missão de ser da melhor maneira que puder ser. Espero que estas palavras possam inspirar aquele que lê ou passeia por aqui. Minha jornada sempre foi essa, estive muitas vezes distante disso e na ilusão que conhecemos desse mundo do ter e não do ser, do mundo consumista e desesperado por mudar na escassez dos seus recursos que muito bem conhecemos. Escassez também presente na falta de preservação não só do meio ambiente, mas também do homem como Ser. É preciso saber que somos apenas um canal e nada mais que um canal para a vida fluir em nós através da arte, da sabedoria, do amor. E não nos iludir através de elogios ou críticas pois somos apenas um canal. Já nos yoga sutras foi dito - não somos os nossos pensamentos, não somos o que realizamos, não somos o que os outros pensam de nós, não somos o que pensamos que somos, nem o que sentimos, somos parte do todo, conectados, embora tão desconectados por vezes. Somos essencialmente natureza, essencialmente seres em uma rede, em uma teia, conectados. Essa união, essa conexão é Yoga. Portanto que haja amor, que haja luz, que haja paz. E que cada um escute atentamente sua intuição e siga seu caminho da melhor forma possível. "Om lokaha samastaha sukino bhavantu Om shanti shanti shantihi".