Música!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Na vida de pessoa pessoinha

Na vida de pessoa pessoinha eu nunca pensei que fosse possível chorar só de escutar uma música. Não por estar triste, não por estar feliz, mas simplesmente por estar tão intimamente dentro da música que se torna inviável não estar. Estar lá conectada com a essência aquela coisinha coisa coisão que paira no sentimento e não saí tão fácil assim. Já me perdi de mim pela música, por não entender a linguagem do amor quando ele chega e também já corri desesperadamente por medo, medo de partir o coração. Já me partiram o coração mas por muito muito pouco tempo que agora ele volta são e salvo com sua cicatriz de luz que é para não esquecer que amei, que amo e que não deixarei de amar por uma simples cicatriz. Não sei se parti corações também, não lembro se parti algum coração. Nunca tive a intenção se é que já parti algum. Tomara que não tenha partido por que sei que quem parte é duplamente partido quando consciente do estrago. Imagino que nessa vida de pessoa pessoinha eu tenha passado com passos loucos e nem tão loucos assim, tímidos e nem tão tímidos assim, não só de passos mas de vôos também. Vôos distantes, impossíveis, inimagináveis. Dei a luz, ofereci amor e tento com todas as minhas forças preservar, engrandecer, expandir todo o  amor que nessa vida me foi e é ofertado diariamente através do presente que é a vida, o sonho, a arte, a poesia, a música, a natureza, o todo que em todos habitam e que habita também o silêncio. O silêncio que dança desde as árvores até os faróis da cidade. É preciso escutar atentamente e observar minuciosamente a música, a dança de cada silêncio, de cada instante. A nossa única certeza é que ela sempre muda, como nós, como a mente, como os sentimentos, como a vida. Nasce, cresce, vive e morre. E assim que morre dá a luz.


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