Música!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Diálogos fictícios: de ir embora para não voltar, de não ter paraondeir, de afogar a liberdade de ir e vir

Bruna: Pedro estava pensando que as vezes parece que você quer que eu suma da tua frente e nunca mais volte e as vezes parece que você me quer perto de ti. Essa ambivalência de sentimentos é recíproca Pedro acho que eu também quero que você suma e apareça de vez em quando. Porque será que sentimos essa coisa estranha um pelo outro?

Pedro: Acho que é porque nos angustiamos ao nos vermos e nos angustiamos em nossa ausência. A minha presença te causa ansiedade e a minha ausência causa sei lá o quê, saudade? Eu não sei Bruna. Você é insuportável mas me faz falta. E essa falta me assombra.

Bruna: Que coisa né Pedro? Você é uma presença insuportável na minha vida e não sei porque. Não encontrei ninguém que fosse tão insuportável como você é e não sei porque isso ocorre. E não saber o porque disso me intrigava. Como se fosse um enigma a ser resolvido.

Pedro: E então?

Bruna: Tenha sempre a certeza da dúvida. 




quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Diálogos fictícios: Na paz que Deus me deu


Bruna: Pedro estou na paz que Deus me deu. Agora tudo se encaixa. Às vezes tudo se mistura novamente e me sinto tão mais tão perdida que só me resta algumas memórias. E o apego a essas memórias parece que não passa nesses momentos no qual a vida parece um buraco. Um buraco negro que não acostumei pisar.

Pedro: Você pensa demais Bruna. Demais, demais. Pára um pouco de pensar e sente. Sente o ar tocando a pele, sente as narinas tocando o ar, sente o ar chegando nos pulmões, sente os seus pés no chão. Sente o buraco negro também. Você fica confusa porque pensa demais. E pensa demais para fugir de sentir. A sua energia é gasta porque pensa demais em coisas inúteis, fantasias que ainda não aconteceram ou jamais acontecerão. E assim você vai plantando o que no futuro irá colher. Então esteja consciente do que planta minha querida. Não adianta plantar batata e querer colher tomate depois.  

Bruna: Não sei Pedro, não sei mas acho que você tem razão. O que seria de mim se eu não pensasse tanto? Quem seria eu? Acho que não seria quem conheço de mim. 

Pedro: E você acha que se conhece?




quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Diálogos fictícios de dois perdidos de amor, paixão ou outra coisa qualquer



Bruna - Porque amor você não disse logo que me amava para eu não ter dúvidas.

Pedro- Eu não sabia Bruna que te amava, eu nunca soube se o que sentia era amor ou paixão ou outra coisa qualquer. 

Bruna - Vamos combinar que na próxima vida você irá atrás de seus sonhos e eu também. Sem desviar de nosso caminho. 

Pedro - Nessa vida não foi e na próxima não será também. Não vamos viver na ilusão do que poderia ter acontecido, não poderia. Simplesmente não poderia. Seja Deus, o Diabo ou o acaso não poderia ter acontecido o que nunca aconteceu. E se tivesse acontecido quem sabe estaríamos muito pior, o mundo podia ter explodido, você podia ter estado numa pior afogada em algum canto. Então Bruna meu amor não podia ter acontecido, não podia.

Bruna - Tens razão Pedro. Não podia ter acontecido. Está tudo bem como está. Você está bem, eu estou bem. Só sinto falta de sei lá o quê seja amor, paixão ou outra coisa qualquer.

Pedro - A insatisfação alimenta a insatisfação. 

Bruna - Quando você ficou tão sábio?

Pedro - Foi quando te perdi.



terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quando te vejo

quando te vejo 
é como ter visto mil sorrisos de crianças
é como ter provado do abraço mais doce
é como ser mil vezes beijada
é como ter o infinito nas palmas das mãos 

é ser tão feliz

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