terça-feira, 27 de outubro de 2015

Diálogos fictícios: de ir embora para não voltar, de não ter paraondeir, de afogar a liberdade de ir e vir

Bruna: Pedro estava pensando que as vezes parece que você quer que eu suma da tua frente e nunca mais volte e as vezes parece que você me quer perto de ti. Essa ambivalência de sentimentos é recíproca Pedro acho que eu também quero que você suma e apareça de vez em quando. Porque será que sentimos essa coisa estranha um pelo outro?

Pedro: Acho que é porque nos angustiamos ao nos vermos e nos angustiamos em nossa ausência. A minha presença te causa ansiedade e a minha ausência causa sei lá o quê, saudade? Eu não sei Bruna. Você é insuportável mas me faz falta. E essa falta me assombra.

Bruna: Que coisa né Pedro? Você é uma presença insuportável na minha vida e não sei porque. Não encontrei ninguém que fosse tão insuportável como você é e não sei porque isso ocorre. E não saber o porque disso me intrigava. Como se fosse um enigma a ser resolvido.

Pedro: E então?

Bruna: Tenha sempre a certeza da dúvida. 




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