quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Diálogos fictícios: Na paz que Deus me deu


Bruna: Pedro estou na paz que Deus me deu. Agora tudo se encaixa. Às vezes tudo se mistura novamente e me sinto tão mais tão perdida que só me resta algumas memórias. E o apego a essas memórias parece que não passa nesses momentos no qual a vida parece um buraco. Um buraco negro que não acostumei pisar.

Pedro: Você pensa demais Bruna. Demais, demais. Pára um pouco de pensar e sente. Sente o ar tocando a pele, sente as narinas tocando o ar, sente o ar chegando nos pulmões, sente os seus pés no chão. Sente o buraco negro também. Você fica confusa porque pensa demais. E pensa demais para fugir de sentir. A sua energia é gasta porque pensa demais em coisas inúteis, fantasias que ainda não aconteceram ou jamais acontecerão. E assim você vai plantando o que no futuro irá colher. Então esteja consciente do que planta minha querida. Não adianta plantar batata e querer colher tomate depois.  

Bruna: Não sei Pedro, não sei mas acho que você tem razão. O que seria de mim se eu não pensasse tanto? Quem seria eu? Acho que não seria quem conheço de mim. 

Pedro: E você acha que se conhece?




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