Música!

domingo, 29 de novembro de 2015

Do bulbo que nasceu na varanda e virou broto, flor, vendaval


era preciso escutar o doce caminhar da natureza
mas também suas pequenas explosões repentinas
a arte de recitar maravilhas, 
o mistério contido nos olhos da flor
porque uma flor também tem olhos
e sabe como enxergar sua própria gestação
extrair da Terra sua energia, 
em crescimento constante
era preciso aprender com a natureza
em suas delicadezas e explosões
no constante movimento dos seres
a permanecer consciente, abrir os olhos,
a ser também contida da transformação
do estado breve de estar no eterno presente
e também a desapegar inteiramente 
de todo e qualquer vendaval que passa 
e o que permanece é essência
a ser talvez escrita, transformada em ação
como o fogo que percorre teus olhos
e tem o propósito de arder
para gestar amor

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Da Terra em múltiplas gestações

Ele sussurrou nos meus ouvidos
a infinita gestação da Terra
do que não para de brotar
continuamente...
sem medo da vida ou da morte
sem o vício repetitivo da mente
sem a limitação da razão
da Terra em contínua gestações 
com explosões silenciosas no interior de cada flor
com a expansão natural da Terra, da Árvore, do Ser
da contínua música da Terra
do contínuo som da Vida
da eternidade que pulsa em cada Ser
que vibra sua própria gestação 
grávida da sua essência 
da essência do mundo
é cada pessoa que cria



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Para sonhar entretantos

Aquarela de Eric Ravilious (1903-1942) - "Cucumber House"

É preciso sonhar a arte para ela existir. E quando a arte já existe ganha novos sabores, novas texturas, novos olhares com outros olhos além do olhar do próprio artista. Quem faz arte dá sentido à arte e quem dá sentido é quem vê, quem sente, quem escuta a arte na arte. Mergulhar na arte e aprender a escutar o que nela reside e ecoa em nós é um treino de sonhar entretantos. Tantos entres em tantos espaços de tempo, de beleza, de notas de música, de pássaros querendo sair do artista, de energias infinitas. Os verdes, azuis, marrons, as cores pastéis de Eric evocam a mais bela paz, um desejo de paz diante da guerra, alguma tristeza também. Existe um desejo de ordem em tanta desordem, uma tentativa de assimilar a beleza diante de tanta tristeza. A profundidade das cores incitam mistério. O belo mistério no interior do artista. A elaboração da perspectiva indica distância, a vontade de se distanciar da realidade ao perceber a absurdez da realidade. Ao mesmo tempo a percepção do sonho como algo trancado, sem liberdade e sem tanto espaço para fluir. Já que Eric viveu em tempos de guerra em meio à guerra. Como todos nós também muitas vezes vivemos em guerras não só externas mas principalmente internas. E muitas vezes nem percebemos que a guerra principal é aquela que reside em nós e a principal que causa guerras externas. Como a falta de tato para detectar o sentimento de quem está ao nosso lado. Como a ausência de sensibilidade com o mundo, a natureza, os animais. Como a ausência de sensibilidade e perdão com nós mesmos principalmente. Pois a guerra interna é somente projetada no mundo externo pois nós não cuidamos de nós, da nossa natureza, do próximo. Pois tudo é extensão do nosso corpo, nosso mundo, nosso eu. E se esse tudo é nosso, vamos cuidar de tudo. Pelo menos do espaço do mundo que nos compete cuidar. Do que está ao nosso alcance e o que não está sonhamos por um mundo melhor fazendo o que podemos e provando da nossa arte. A arte que já está, a arte que é e a arte que será um dia quem sabe.  

*     

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Diálogos fictícios: para entender a verdade por trás de tudo

IBruna - Pedro depois de todo esses anos hoje eu finalmente entendi porque a sua presença é algo único pra mim. E olha que para isso foi preciso anos e anos de revirar o passado e perceber.

Pedro - Então diga lá Bruna o porque de uma vez pra ver se eu também entendo a tua loucura.

Bruna - Sim eu vou dizer porque é algo que eu sempre me considerei doidinha de pedra por não entender. Você Pedro me conecta com o mundo. É isso. Você me conecta. Antes de você aparecer eu andava na minha mesquinha depressão. Quando você surgiu tudo mudou. Você deu um tom diferente do branco e preto que eu estava acostumada. Você me conectou. E acho que cumpriu bem o seu papel. Agora o meu desafio é expandir essa conexão para outros através do que eu puder fazer para o mundo. Pareço muito mesquinha?

Pedro - Olha só eu nem sabia disso Bruna. O quanto uma pessoa pode ter todo esse poder de mudar uma existência. Não é mesmo?

Bruna - E desculpe se eu te confundi com os outros. Desculpe era porque eu não sabia nomear o que surgia na minha frente. Não você, mas a energia que chegava junto com você e o impacto que teve em mim.

Pedro - Agradeço Bruna pelas palavras, agradeço também pela tua presença tão verdadeira, sincera e assustadoramente real. 

Bruna - Agradeço Pedro pelo diálogo civilizado que finalmente conseguimos ter. Tenha uma ótima existência é muito obrigada por existir.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Breath dance flow

Breath dance flow and let go always with the feet on the earth and the spine towards the sky like a tree in a living melody with eyes and senses wide open to the present moment. With the eyes and senses in the dance, with the feet and ears hearing the music of the earth feeling the great mother earth energizing all the body and spirit. To dive and to offer your air your breath your life your soul. To flow with the music and dance with your feet your senses your breath your soul. To feel. Just to feel your feet in the ground your breath your body your heart. To listen. Listen to your hearts music and go were you can find peace and be. Just be. Be you and me. Be everything. Dive in everything every being. And forget everything you think you know. Then be and listen to what you have to offer to the world. And be it this channel to offering whatever Mother Earth gave to you that you have to offer and blossom the life within you me and everything.   



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Open your eyes


“Every day we are engaged in a miracle which we don’t even recognize: a blue sky, white clouds, green leaves, the black, curious eyes of a child – our own two eyes. All is a miracle.” Thich Nhat Hanh