sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Da Terra em múltiplas gestações

Ele sussurrou nos meus ouvidos
a infinita gestação da Terra
do que não para de brotar
continuamente...
sem medo da vida ou da morte
sem o vício repetitivo da mente
sem a limitação da razão
da Terra em contínua gestações 
com explosões silenciosas no interior de cada flor
com a expansão natural da Terra, da Árvore, do Ser
da contínua música da Terra
do contínuo som da Vida
da eternidade que pulsa em cada Ser
que vibra sua própria gestação 
grávida da sua essência 
da essência do mundo
é cada pessoa que cria



2 comentários:

AC disse...

Um poema que ousa romper o filtro do condicionamento pessimista dos novos tempos. Muito bem, Luísa.

Um beijinho :)

Luiza Maciel Nogueira disse...

Obrigada AC! É bom ter teus olhos por aqui. Descondicionar é urgente né? Um abraço.