domingo, 29 de novembro de 2015

Do bulbo que nasceu na varanda e virou broto, flor, vendaval


era preciso escutar o doce caminhar da natureza
mas também suas pequenas explosões repentinas
a arte de recitar maravilhas, 
o mistério contido nos olhos da flor
porque uma flor também tem olhos
e sabe como enxergar sua própria gestação
extrair da Terra sua energia, 
em crescimento constante
era preciso aprender com a natureza
em suas delicadezas e explosões
no constante movimento dos seres
a permanecer consciente, abrir os olhos,
a ser também contida da transformação
do estado breve de estar no eterno presente
e também a desapegar inteiramente 
de todo e qualquer vendaval que passa 
e o que permanece é essência
a ser talvez escrita, transformada em ação
como o fogo que percorre teus olhos
e tem o propósito de arder
para gestar amor

Um comentário:

AC disse...

Tanta convicção nas pequenas coisas que fazem movimentar a vida...
Adorei, Luiza!

Um beijinho :)