terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Diálogos fictícios: Ninguém


- Pedro quando eu te disse que gostaria de ser tratada como qualquer pessoa nunca jamais pensei que pra você qualquer pessoa se trata como lixo. Me pergunto se você não tem algum remorso pelo que fez comigo, por como eu te pintei de ouro e você ao contrário só me jogou no lixo. Se eu sou ninguém pra você farei com que você seja ninguém para mim. Talvez você nem se importe tanto afinal pra você eu sou ninguém.

- Bruna por mais ninguém que você fosse, por mais que eu tentasse te tornar ninguém, nunca consegui de fato. 

- Fui me distanciando tanto procurando pelas migalhas que você deixava pra mim no meio do caminho. Eu não mereço viver de migalhas Pedro. Você não merece o meu tempo, a minha atenção. Vou te transformar em ninguém a partir de agora.

- Bruna?

(um grande silêncio pairava no infinito como se de ninguém tratasse) 

*Para Bruna era muito mais fácil culpar Pedro do que responsabilizar-se sozinha por sua vida. Veja bem é muito mais fácil colocar a culpa no outro do que assumir responsabilidade pela sua própria felicidade/infelicidade. E assim às vezes com raiva às vezes com amor Bruna continuava com sentimentos ambíguos por Pedro. Na rua do esquecimento derrubou sua última lágrima que libertou seu coração inteiramente.

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