domingo, 20 de dezembro de 2015

Esbarro...


esbarro em ti
esbarro sempre em ti
em todas as esquinas
nas avenidas, na rua, na noite
o destino deve ser esbarrar em ti
e ser aquela que passa
que invade a festa
incomoda e bebe todas
dança em cima da mesa
e vai embora embriagada,
quase feliz

esbarro em ti,
como partícula de pó intragável
como um nada
perdido no manto do abraço
ferido em coração de aço

2 comentários:

MIRZE disse...

LUIZA!

Um poema que entra na alma da gente e fala sozinho.

Belíssimo!

Beijos

Mirze

Assis Freitas disse...

por onde o passo se aconchega de ausência,


beijo