quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A linguagem da vida


Contemplar até a essência brotar. Contemplar tudo até o fim do mundo. É esse o alimento da vida que pulsa nesta partícula de beleza eternizada pela luz de seu mistério enigmático, como algo que gira em redemoinhos e é ciclo eterno de bem viveres. Toda partícula gira gira gira feito roda gigante, feito gira gira de criança feliz que sorri por sorrir seu sol de profundezas imensas em meio aos seus pulos, jogos, brincadeiras e de sua certeza em ser feliz naquele instante que brinca de amar seu presente. Momento no qual tudo se encaixa ali por amor à vida. Sem a incerteza do amanhã ou a rebeldia de não sentir. As bonecas, o escorregador, a grama, a bola, o pianinho, tudo é lúdico, leve feito balanço que balança o coração da criança que é livre para brincar de amar. Brinca de esconder, brinca de pegar, de correr e ir atrás, de ninar ou balançar a bola que pula pula em nossa história. A história do primeiro instante que a vida nasce quando a criança sorriu e percebeu que sorria para dentro de si o que encontrou em seu coração em união com algo maior que si. Recíproco. Na reciprocidade de um encontro entre corações surge um sorriso verdadeiro no qual nada mais importa naquele instante além de sorrir. Esses momentos são dotados de eternidades que regam nosso ser quando uma lembrança se torna esperança ou também quando um olhar por seu brilho infinito atinge todo nosso ser da luminosidade do encontro com a vida, com a morte, com Deus, a poesia ou qualquer outro nome que você queira dar para dizer de uma união. Depois que o encontro acontece é preciso não esquecer que outros encontros virão, que a vida continua até mesmo depois do beijo da eternidade. Cada pedacinho de ar promete te encontrar como aquele sorriso um dia te encontrou. É então apenas o começo da infinitude de encontros que podem acontecer e devem se ainda mais você puder compreender que a linguagem da vida é te encontrar constantemente, sem parar!



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