quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Poema da viagem nas nuvens


a paisagem que agora tocam meus olhos

nuvens de ternura, algodões doces

céu em melodias sem fim

um ínfimo mais perto do sol

caminho sob nuvens em vendavais de luz

Lagos e rios pequeninos

formando labirintos

e agora a brancura fina da face de Deus

coberta de nuvens 

um pedacinho de céu azul 

transforma toda a paisagem

em pássaros de nuvens 

dos mais variados amores

das mais variadas cores

o branco novamente incide na paisagem

como a folha em branco e o silêncio

que tudo pode abrigar

passa uma nuvem quase invisível de tão leve

já agora as maravilhas texturas da nuvem

São reveladas graças aos raios solares

que as iluminam 

para não esquecer também das sombras

que fazem as luzes brilhar com maior intensidade

voo suave entre nuvens

as grandes, as pequenas e as quase invisíveis 

morros, montanhas, pequenas cidadezinhas

estradas, caminhos, plantações 

é delírio de mundo infindo

nuvenzinhas surgem como pontos sem fim

três pontinhos de nuvens...

o que será agora que estou a voar

como pássaro suspenso no ar a contemplar o céu

por isso digo preste atenção

não existe momento melhor que agora

o som do infinito, do útero da Mãe,

Mãe de todo silêncio, de toda liberdade

de toda música, essência, poesia, paz, energia

nasce aqui, jaz aqui, num agora infinito

basta abrir o coração, a porta dos seus sentidos

ao instante infinito


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