Música!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Aquela árvore

Aquela árvore que beijou a fotografia beijou os olhos do fotógrafo e beijará ainda quem quiser ser beijado ao olhar seu ser através de uma fotografia. Assim também é a vida somente receberemos aquilo que estivermos prontos para doar! Só é possível receber amor quando estamos aptos a percebê-lo nos ínfimos detalhes do mundo, imensidões ínfimas que revelam a força de nos fazer sorrir! É tudo um esforço constante para nos fazer sentir a graça que é existir! Até nas lágrimas reside essa misteriosa música que a vida quer nos oferecer constantemente. Basta estar presente! O ar, o sangue, o som, a dança da vida em constante gestação. A ti também em constante gestar de pensamentos solar, lunar ou a amar a capacidade maravilhosa de pensar e elevar-se ao sublime toque da vida no coração. Coração que bate incessantemente sua pequena grandiosa oração da vida em constante gestação.   



segunda-feira, 25 de abril de 2016

Ao cair da tarde

Ás vezes ao cair da tarde o sol que porventura toca o horizonte atinge também o olhar e ai de quem aprecia uma nostalgia e continua em fase de se anestesiar de tudo que já não é, mas que vive dentro como que prestes a se revelar constantemente em cada segundo que se perde. Ai de quem que com tristeza se agarra em lágrimas e não quer soltar a dor que já foi há tempos idos. Ai de quem fica a apreciar tristezas idas que não puderam ser perdoadas pois então aí mora um perigo da alma de estar sempre parado no mesmo lugar como que a não voar. Bela era ela que voava e eu que não sei voar um dia talvez vou aprender a surfar sob os mares e ondas da pele da água cheia de si. Ai daquele que se julga inferior ao outro e não sabe que basta apenas aprender. E o aprendizado é sempre eterno e nunca para. Ai de quem finge que sabe tudo, que tudo sabe e nada aprende. Ai de quem fere o seu próprio aprendizado e diz que está muito velho para aprender, muito sofrido para viver, muito morto para acordar, muito preguiçoso para levantar. Dilemas diários de quem sabe o que é renascer, reaprender, nascer, aprender, cair como cai a tarde, como cai o sol no horizonte. Cair para depois levantar em constante vôo. Mas pássaro que voa não caí e eu digo cai sim quando atingem uma de suas asas.   

terça-feira, 12 de abril de 2016

Na poesia do sol

O sol é um Senhor de imensidões em raios para acordarem as sombras e revelarem seus doces mistérios indecifráveis. O Sol é essa luz que nos oferece calor e nos toma de poesia a alma descortinando o que antes era escuridão. O sol é esse gigantesco ser em sintonia com o mundo que só é mundo visto pelo raio de sol que nasce e ilumina cada partícula. O sol é esse ser que nasce de dia e se põe à noite enamorando-se da poesia atrás de um luar. E a lua irradia seu brilho cada vez que o sol oferece de si um bocado da sua luz. A luz do sol que aquece e nos oferta com exatidão a visão de um olhar. O que antes era escuridão, hoje já pode ser visto sob a luz irradiante de um mar em plena sinergia com o sol. Ofuscando olhares em direção ao amor. O sol é esse senhor de toda a luz que nos oferece a consciência. É preciso infinitamente agradece-lo para que não nos pare de iluminar. É preciso agradece-lo para que não esqueçamos que somos iluminados por ele a todo instante e inclusive mesmo nos dias das maiores escuridões. Essas que as vezes nos deixam em mudez de querer sempre mais, de sermos ingratos por tudo que temos, por tudo que somos, por tudo que Deus nos oferece a todo instante em forma de poesia, arte, música, encontro ou amor. Mesmo que seja aquele amor pequenino, aquele amor quase imperceptível em forma de um pequeno zumbido de pernilongo chatinho, este não deixará de ser amor.   

sexta-feira, 1 de abril de 2016

As Bailarinas



Quando sou feliz sinto as bailarinas dançarem pelo coração. Toda densidade transforma-se em leveza, toda crítica em liberdade e no final elas e eu inventamos os passos da dança em sincronia com cada sentimento, amor, luz, emoção. As bailarinas renovam, inovam, curam e cicatrizam toda ferida aberta. Enquanto sou feliz acredito nos amores, nos sonhos, nos sorrisos, em despertares da alma, em instantes luzidios e na dança de cada momento. Enquanto sou feliz as bailarinas dançam suavemente pelo coração.


 (2010)

Permita (2010)

Permita que o dia te trague um pouco de luz
e que a escuridão te proteja do demasiado do sol.

Permita que os versos sejam claros e simples
que o dia seja de coração, que a noite te adore,
que a madrugada te sonhe 
e que o sol possa nascer no teu olhar.

Permita que a poesia escute mais de quem diz
da essencia dos mares, do perfume do sol,
do silêncio do olhar e da ternura do amor.

Permita que te chegue puro e simples
como onda que repercute no mar,
como semente que brota viva no ar,
como estrada que anseia por chegar.

Permita que ame, que chore, que sinta.
Permita que seja.



*escrito em 2010, repetido hoje porque sim é preciso