segunda-feira, 25 de abril de 2016

Ao cair da tarde

Ás vezes ao cair da tarde o sol que porventura toca o horizonte atinge também o olhar e ai de quem aprecia uma nostalgia e continua em fase de se anestesiar de tudo que já não é, mas que vive dentro como que prestes a se revelar constantemente em cada segundo que se perde. Ai de quem que com tristeza se agarra em lágrimas e não quer soltar a dor que já foi há tempos idos. Ai de quem fica a apreciar tristezas idas que não puderam ser perdoadas pois então aí mora um perigo da alma de estar sempre parado no mesmo lugar como que a não voar. Bela era ela que voava e eu que não sei voar um dia talvez vou aprender a surfar sob os mares e ondas da pele da água cheia de si. Ai daquele que se julga inferior ao outro e não sabe que basta apenas aprender. E o aprendizado é sempre eterno e nunca para. Ai de quem finge que sabe tudo, que tudo sabe e nada aprende. Ai de quem fere o seu próprio aprendizado e diz que está muito velho para aprender, muito sofrido para viver, muito morto para acordar, muito preguiçoso para levantar. Dilemas diários de quem sabe o que é renascer, reaprender, nascer, aprender, cair como cai a tarde, como cai o sol no horizonte. Cair para depois levantar em constante vôo. Mas pássaro que voa não caí e eu digo cai sim quando atingem uma de suas asas.   

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