terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Corre um fio de nuvem


Corre um fio de nuvem na saudade que finda.
Um pedaço de ternura no meio dessa brutalidade cinza.
Esvoaçam com o vento que no mais tardar se torna vendaval.
Aproxima o sol a luzir todo vão de céu a desvelar.
A paisagem que se perde é quase aquela que se encontra.

Pudera a eternidade nos ensinar a beleza do ciclo.
Noite e dia, dia e noite em constante imersão, explosão.
Imersos na poesia do infinito pulsar.
O som do silêncio a nos brotar com o som da vida a nos tocar
em constante devaneio da dança a nos levar ao nosso lar.
Onde a vida pulsa infinitamente, onde o sorriso brota continuamente,
onde a poesia mora delicadamente em cada coração a cantar sua oração 
em lágrimas de luz, no pranto do imenso canto que encanta a dor de tantos
a elevar para sempre levar a voar aqueles que agora aprendem a amar.

Revoam pássaros no céu a anunciar a poesia de tudo
como quando voam a denunciar a chuva que vem nos molhar.
Dessa vez a poesia cairá gota por gota a tocar o vazio,
espaço em notas de um piano
A música que brota continuamente naquele que pousa no infinito
como um passarinho a esvoaçar notas que nem sequer sabe tocar
e por não saber abre o espaço de voar sob aquilo que é impossível calar.
E canta até aprender que seu cansaço é ilusão
pois que se alimenta desse infinito pulsar.
O que torna o cansaço um constante esperançar
alimento para sempre voar!

Luiza Maciel Nogueira

16/01/2016


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