- Sei que amei quando o som se torna um infinito que se derrama nos ouvidos e escuto aquele nada envolto de tudo e me cai uma tristeza de ter feito oferenda a quem sequer aprendeu a amar. Sei que errei quando vejo uns olhos capazes de me cortar inteira sem sequer se importar com o que me aconteceu. Então eu vejo como é inútil esse pensar. Pois sem esse pensamento eu iria longe Jú, iria longe longe.
- Sim Mia, mas a realidade te chama e é preciso ver. Nem sempre gostamos da realidade.
- A realidade é um soco no estômago disfarçado de ternura Jú, parece bom mas é insuportável. Eu passo longe. Fiz um poema quase inútil para quem não sente.
"Quando partiram o teu coração
Você quis partir tudo
Como que por imitação
aprendeu a partir o coração
Segue
e um dia aprende
A construir o que partiu
Segue
e um dia se arrepende
De partir quem já quebrou
Segue
e um dia o amor
Baterá na tua porta
Para não mais partir
Para não mais ferir
Segue..."
Mia
- Parece que não tem volta Mia. Nada volta. Tudo segue, embora a maioria fique presa em um passado fictício. É apenas uma defesa nossa para a insuportável realidade, mas ultimamente tenho preferido a dor Mia. Ainda que doa, pelo menos ela é minha e não a projeto em passados que já se foram. Não me iludo com amores desfeitos antes do tempo e não dou brecha a quem só irá me ferir. É uma solidão crua, sem culpados e sem heróis.
- É um doce esquecimento entrar em uma realidade fictícia, mas não nos criamos sozinhos Jú. Receio que sua realidade não exista. Nem tão lá, nem tá cá. A realidade parecer ser um meio termo entre nós, embora cada um tenha a sua.
- Eu não chamaria de fictícia Mia. Eu chamaria de uma realidade íntima cujo acesso é somente de quem vivencia. Uns mais no céu, outros mais na terra e outros até em outros mundos, em outras galáxias.
- Jú pela primeira vez concordamos em alguma coisa.
- É um doce esquecimento entrar em uma realidade fictícia, mas não nos criamos sozinhos Jú. Receio que sua realidade não exista. Nem tão lá, nem tá cá. A realidade parecer ser um meio termo entre nós, embora cada um tenha a sua.
- Eu não chamaria de fictícia Mia. Eu chamaria de uma realidade íntima cujo acesso é somente de quem vivencia. Uns mais no céu, outros mais na terra e outros até em outros mundos, em outras galáxias.
- Jú pela primeira vez concordamos em alguma coisa.
Um comentário:
Tantos quantos são os homens, são os mundos.
GK
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