terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Poema da chuva em nós



chove todos os dias dentro de nós 
sempre após 
enquanto o tempo nos sorri 
inteiro, intacto, nos antevê 
como a carregar um pedaço 
da viva esfera do mundo 
a rodopiar em abraços 
e ciclos repentinos de luz 
em gotículas de embriaguez 

 é luz que jorra quando 
entra o silêncio de uma multidão 
ou a parte bela ínfima de uma imensidão 
prestes a cantar sua canção 
são pássaros, flores, borboletas 
e tantas notas a navegar no coração 
a oferecer um pequeno silêncio 
para brotar inspiração


*

5 comentários:

Gugu Keller disse...

A chuva é a água algodão em regresso ao seu chão.
GK

Elvira Carvalho disse...

Não me lembro de ler um tão belo poema à chuva.
Muito bonitos os desenhos.
Gostei especialmente do primeiro e último.
Um abraço

Suzete Brainer disse...

Oi Luíza,

Um título lindo (poema...), os desenhos excelentes (arte!...)
e o poema belíssimo, profundo a nos descrever com uma bela
imagética o processo da inspiração, a sua inspiração é imensa!...
Tudo conjuga aqui na harmonia da arte e sensibilidade.

Grata pela sua visita e gentil comentário, e, a oportunidade
de conhecer este seu espaço que respiramos a arte...
Pura arte e talento, Luiza!
Voltarei...
Bjs.

Agostinho disse...

Rimas em devaneios pela imensidão dum coração.
Abraço.

Jaime Portela disse...

Magnífico poema.
Gostei muito da sua poesia.
Beijo.