sábado, 25 de fevereiro de 2017

Poema de quando eu te era




Eu era tu.
Eu era ele.
Eu fui um pedaço de todo mundo
e todo mundo me era.
Senti coisas não minhas
paisagens do outro que não me era.
Sedenta do outro
quis ser ninguém.
Tive sede de mim.
Ele era meu refresco
para eu fugir de mim
e nessa fuga me encontrei.



(desafio poético com imagens celebrando 4 anos criado por TaniaContreiras Arteterapeuta)

Imagem: de Alice Wellinger




19 comentários:

Marta Vinhais disse...

Não podemos viver na sombra... Temos que ser nós próprios, ter as nossas próprias paisagens, traçar os nossos rumos e encontrarmos nessas viagens quem os partilha connosco...
Lindo...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

AC disse...

Há um ponto em que duas vidas se cruzam, se complementam, mas cada uma é, por si só, única.
Introspectiva, Luiza? ;)

Um beijinho :)

Luiza Maciel Nogueira disse...

Sem duvida Marta ❤. Um beijo!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Nesse encontro o coração se fia. Cada qual com seu casaco se aquece. E o casaco é construído nos encontros que o presente nos trás. :)Ando sim, como quase sempre introspectiva A.C. com lapsos de expansão de vez em quando. Beijinho.

CÉU disse...

Olá, Luiza!

Estive lendo alguns dos seus poemas, e embora não tenha chegado ao "âmago" de alguns deles (sim, o poeta escreve para si e revela estados de alma, por vezes, indecifráveis, dizem), gostei bastante da sua escrita.

Nesse post, você era uma em mil, você era você, você não era você, mas sentiu fome e sede de si. Contraditório, sim, mas acabou por se encontrar, talvez de máscara. É Carnaval!

Já reparei k posta com bastante regularidade, o que eu não faço por diversos motivos. Se quiser, visitar meu espaço, terei mto prazer. Obrigada, desde já!

Beijos e bom carnaval, caso aprecie. Eu, portuguesa, nem um pouco.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Olá Céu, eu não uso máscaras. Não preciso delas se eu disse que me encontrei é porque eu realmente me encontrei. Você não me conhece, eu não te conheço mas eu raramente minto e ultimamente ando encontrada comigo. Por diversos motivos sim. Beijos! Carnaval é ele lá e eu longe da bagunça, rs. Te visitarei.

AvoGi disse...

Não sei fazer poema, mas sei ler . Este é bonito
Obrigada pela visita
Kis :=}

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

Lindo poema Luiza
Nesses teus versos de luz
Que nos encanta e conduz
À alegria precisa.

Há uma clara divisa
Entre a espada e a cruz
Uma que fere, outra seduz
Como que suave brisa

Ao devaneio e ao sonho
Conforme sondo e suponho
Ser um êxtase de amor

À fuga para um risonho
Encontro onde me ponho
Por mero observador.

Grande abraço. Laerte.


Suzete Brainer disse...

Um poema muito criativo e numa beleza profunda
dos contrários, da simbiose e da intensidade
ao caminho do autoconhecimento...

Este poema na excelência filosófica da comunhão (o todo, macrocósmico...)
e também a identidade (singularidade, microcósmico...).
Mas, aciona a várias outras leituras e isto é muito bom!

Aprecio muito a tua arte poética, Luiza!
Beijinhos.

Elvira Carvalho disse...

Gostei do poema.
Amiga não sou boa a comentar poesia. Tenha grande dificuldade em fazê-lo.
Para mim poesia é sentimento e sentimentos não se comentam. Sentem-se
Um abraço e bom fim-de-semana

alegriadeviver.blogspot.com.br disse...

OLá Luiza, vim conhecer seu blog e gostei do que li, mostrou claramente sua legítima essência. Tão bom quando nos encontramos, ficamos mais resistentes...!
Estou seguindo seu lindo blog.
Abraços!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Grata! Um beijo.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Lindíssimo! Tal versar expressa a essência do poeta. Beijo

Luiza Maciel Nogueira disse...

Que comentário mais que tudo! Adorei obrigada, não sei se tanto mas o que tens nos olhos é imenso! Beijo

Luiza Maciel Nogueira disse...

Sim sente-se concordo Elvira, não é preciso comentários mas saber-se junto no olhar de outro é bom para o sentir.

Beijo!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Grata alegria! A resistência chega um dia para quem calejou demais já o coração e percebe que não existe nada capaz de destruir a verdadeira luz que vem de dentro da nossa força com o cosmos, com Deus, enfim. Um beijinho!

Agostinho disse...

Viva, Luiza
Grato, antes de mais, pela visita que me fez, ao meu Mundo, enorme de pequeno que é.
A confissão-propósito "na era do excesso o silêncio, o simples, o vazio, o mínimo, o pequeno infinito são preciosos" é difícil de cumprir, todos sabemos, quando se vive submerso pelo ruído e o frenesim da velocidade, mas poucos procuram viver sincronizados com o movimento pendular da natureza.
Também subscrevo esses valores essenciais à sanidade mental. Afinal, o mundo roda sempre à mesma velocidade. A velocidade certa que acerta com o nascer e pôr do sol, a lua e as marés, as estações do ano, o frio e o calor. O mesmo é dizer vestir e despir, sofrer e gozar, nascer e morrer. Uma "doença" bipolar natural.
Seja feliz!

Julia Tigeleiro disse...

Que bonito Luiza. Um beijinho.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Agostinho - Grata! Sê feliz também! Não dessas alegrias ilusórias mas da felicidade em ser simples, natural e de se fazer o que veio para fazer no mundo. Beijo

Julia - Alegria te ver por cá! Beijinho.