sexta-feira, 31 de março de 2017

Poeminha onde jaz a liberdade de florir

naquela flor jaz
a liberdade
de florir
sem mais solidão

dar as mãos 
para quem te habita
e seguir em frente
no repente da vida


*(obs: não precisa escutar a sugestão de música, afinal é só uma sugestão ;) que escute quem quiser)


Pequenino poema

no entrelaçar dos galhos
as flores apaziguam os olhos
e o que permanece é ternura em flor
na pele o perfume vivo aviva a cor
azul clarinho sussurra baixinho
um pedaço pequenino de amor


*

Poema sobre um pedaço pequenino de paz

tenho em mim 
um pedaço pequenino de paz
que às vezes não se sustenta
e a tempestade chega
a me molhar 
com seus raios repentinos
de mudança 
que me fazem dançar
o que perdi ali
ganhei aqui
onde brotam sorrisos
amanhã nascerão lágrimas
que um dia serão pássaros
a voar no horizonte


*




quinta-feira, 30 de março de 2017

Poema onde o caminho é leve

quando o sol nasce 
nas flores
e apruma a sede 
das pétalas
onde o caminho é leve
o céu azul turquesa
faz morada nos olhos
e é possível sonhar
levar para longe
todas as mentiras 
que a mente cria
por medo de voar

POEM WHERE THE ROAD IS LIGHT

when the sun rises
in the flowers
and arises the thirst
of petals
where the road is light
and the turquoise blue sky
makes an abode in the eyes
it's possible to dream
take away
all the lies
that the mind creates
because of fear
to fly in the sky


segunda-feira, 27 de março de 2017

Poema de simplicidade inadiável


(Aquarela por Luiza Maciel Nogueira)


como uma pequena flor que brota no jardim
assim regas teu dia com a luz do sol
tira bom proveito das águas, do orvalho, das tempestades
da terra, dos ares, das flores, do silêncio e de tudo ao redor de ti
para compor teu dia com simplicidades
que alimentam o ser
concentra em se nutrir do tempo que tens nas tuas mãos
e espalhe quando nas tuas mãos não mais couber
 tanta poesia



*


Broken

quinta-feira, 23 de março de 2017

Poema para espantar gavião


meu bem não vou brincar de gato e rato contigo
estou velha demais para isso
cresci e amadureci rápido demais
e até já tenho cabelos brancos
depois de muito espernear
cá estou
já quase nada me tira do eixo
não sou Cinderela nem princesa que beija o sapo
aquela outra lá que conheceste já era
não existe mais a pobre coitadinha
sou mullher com "M" maiúsculo
não abaixo a cabeça e não corro atrás de ninguém
não admito desaforos, falta de respeito
quem me rejeitou talvez se arrependa no futuro
enfim não importa
eu não simpatizo com gente assim
estou velha demais para joguinhos de gente vazia
já me nascem os cabelos brancos
meu objetivo é outro
e a poesia é quem me guia
eu vou onde meu coração me leva
já fui cuspida demais por gaviões
e respeito é palavra indispensável no meu dicionário
tanto que virei Fênix
sou Ogra também se eu quiser
tanto faz meu bem
porque meu objetivo é outro
e a poesia é quem me guia
a arte é quem me chama



*





quarta-feira, 22 de março de 2017

Diálogo com o silêncio enquanto não falas comigo II

por gentileza verse comigo
é que o silêncio me é insuportável
e ele sabe me torturar
não nasci para o silêncio 
eu quero uma porta que me abra
um novo mundo
um disco voador 
que me leve para outra galáxia 
já que esta está a me irritar
com tanta morte, violência, corrupção
quero falar com alienígenas
tocar as estrelas
gritar no espaço para ninguém me ouvir
quero engolir as pílulas da felicidade
e ficar gargalhando para o nada
até adormecer
quero parar com a síndrome da Cinderela 
e mandar o príncipe para aquele lugar
e se não gostou vai pastar

segunda-feira, 20 de março de 2017

Diálogo com o silêncio enquanto não falas comigo

enquanto não falas comigo 
converso com o silêncio 
que me corresponde sempre 
a medida de mim 

ele me compreende 
tão completamente 
que qualquer palavra 
é excesso excelso 

é que nenhuma palavra 
nos será suficiente 
nada nos salva meu bem 
é cada um por si

eu quis te dar a mão
mas você quis cair
então caia e crie asas
um dia voltaremos para a casa


(Luiza Maciel Nogueira)