enquanto não falas comigo
converso com o silêncio
que me corresponde
sempre
a medida de mim
ele me compreende
tão completamente
que qualquer palavra
é excesso excelso
é que nenhuma palavra
nos será suficiente
nada nos salva meu bem
é cada um por si
eu quis te dar a mão
mas você quis cair
então caia e crie asas
um dia voltaremos para a casa
(Luiza Maciel Nogueira)

6 comentários:
Enquanto esperas a fala
Do teu interlocutor,
Dá-me um tempo, por favor
E ouve quem não se cala.
À tua suposta sala
Deixe-me entrar e supor
Que nós falemos de amor
Onde a loucura se instala
Assim brindemos à mesa
Um bom vinho com a certeza
De um brinde à alegria.
E como em sonho, Tereza
A nossa ilusão acesa
Dará luz à fantasia.
Grande abraço. Laerte.
Solo - Uau! Sabes versar com a exatidão da palavra! Abraço!
Que lindo Luiza.Beijinho.
Grata Júlia! Um beijinho!
Gostei de ler este poema de desamor. Tem no seu cerne o silêncio que, como sabemos, poderá ser demolidor se não houver outras expressões.
Casa casa com asas
mas há asas fogem
de casa
Tudo de bom, Luiza.
Grata Agostinho! Um beijo.
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