quarta-feira, 19 de abril de 2017

Poema para te acordar


meu bem já te disse tanto 
que agora fico no meu canto
em silêncio danço 
sem mais querer te encontrar
no entanto é de repente 
que me apareces
e sem querer me despes 
de tudo que eu pensei realidade
e então do nada desapareces 
como se só eu estivesse
sem mais ninguém a me despir
me dispo sozinha de tudo
até desse corpo que não é meu
não quero levar nada comigo
nem mesmo esse abrigo
que teimei chamar de meu
não tenho nada neste mundo
é tudo um empréstimo 
com juros altos a pagar
pagaremos cada centavo 
na eternidade do sorriso dado
sem a consciência do desvio
é que é preciso ter responsabilidade
daquilo que precisamos fazer
para o mundo e nós crescer
não podemos mais ficar parados
ou você vai ou a vida te leva
meu bem é preciso gritar 
fazer o que se deve para a vida poder fluir
e no mundo o amor poder repercutir 
tire a trava, a muleta, a desculpa, se liberte 
cante para o mundo 
o que as pessoas precisam escutar
toque o que deve ser tocado
abrace quem der vontade
beije os ponteiros do relógio
sorria para as tuas lágrimas
simplesmente aprenda
porque é assim e só assim
que poderemos mudar
aquele padrão de ser menos
do que verdadeiramente somos
você pode sim e deve
mudar o mundo

10 comentários:

PAULO TAMBURRO. disse...

LUZIA,

um poema libertário, forte, contundente, rasgando as amarras e decidido a ensinar que viver é preciso custe o que custar e nem se importar com as supostas consequências, possíveis atos subsequentes, pois afinal no amor poético que, você com tanta beleza estética nos acena, reflete a sua certeza de que, o inesperado pode nos fazer uma, sim uma agradabilíssima surpresa.

Que assim seja, em todos os sentidos dos melhores e mais prazeroso de todos os sentidos de todos nós.

Que poemaço!!!

Um abração carioca.

alegriadeviver.blogspot.com.br disse...

Passando para agradecer sua gentil visita.
Gostei de ler seus incisivos versos, um grito de libertação muito bonito.
Parabéns pelo espaço.
Abraços e bom feriado.

Jaime Portela disse...

"toque o que deve ser tocado
abrace quem der vontade
beije os ponteiros do relógio
sorria para as tuas lágrimas
simplesmente aprenda...
"
O seu poema é fabuloso, gostei imenso.
Bom fim de semana, amiga Luíza.
Beijo.

PS: eu também tenho de aprender contigo a fazer poesia...

Suzete Brainer disse...

Um poema para acordar a consciência
e encantar com a arte poética
inscrita!
Bela arte, Luíza!

Um feliz final de semana.
Beijo.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Grata Paulo. Só peço gentilmente que da proxima vez escreva meu nome certo. Tenho verdadeiro asco por trocas de nome. Desculpe a sinceridade ácida, mas não me agrada nem um pouco ser chamada de Luzia. Obrigada.
Abç!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Grata alegria!

Abç!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Grata Jaime, aprender o que? Só se for para desaprender, rs.

Abç!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Grata Suzete! Boa semana! Abç!

Agostinho disse...

A poetisa despe as camadas de preconceitos que enformam a superficialidade das relações e, por fim, propõe a solução libertária em pele autêntica.
Gostei, Luiza.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Obrigada Agostinho, gosto dos teus comentários. Tens uma delicadeza ímpar! Um abraço!