177o Desafio Poético com Imagens (Tania Contreiras :))
Poema que sonha
uma imagem distorcida
tem qualquer coisa duvidosa
distorço a pele e não vejo nada
torço o pescoço
e lá habita alguém
um ser sem porque
que sonha, sente e dança
no silêncio
tal qual eu e você
habitamos a palavra habitar
e tudo parece se encaixar
do outro lado ninguém vê
a pele que deseja eu e você
não é pele
é vazio insistente
que ninguém sabe habitar
portanto não se engane
não tape o buraco
com quem não te pertence
a tua angústia
escute bem meu amor
o olho que tudo vê
jamais verá tudo
portanto não queira entender
a música que jaz na pele
de quem só quer te esquecer
3 comentários:
Quase nunca se entende tudo...
Mas fácil é entender que o teu poema é magnífico.
Gostei imenso, parabéns pelo talento.
Votos de uma Páscoa Feliz, extensivos à família, cara Luíza.
Beijo.
Olá, querida Luiza!
Um poema bem lúcido a despertar consciências.
SANTA E FELIZ PÁSCOA!
Beijinho.
Num golpe de olhar o delírio pode acontecer. É ler e tocar em sentimentos por inventar.
Bj.
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