quarta-feira, 17 de maio de 2017

Poema chega!

Chega de excessos
lugares que nos levarão a nada
sementes de ansiedades vazias
pensamentos de beira de abismo
chega de nos justificar
de querer que pensem isso ou aquilo
é isso e aquilo 
Pronto!
não precisamos mascarar
chega de querermos apagar
a chama que nos alimenta
chega desse desesperar 
nas esquinas dos desejos 
petrificados, repetidos, viciados
chega de fingir que não morremos
a cada tiro, a cada abate, a cada aborto
da criança que quer sorrir dentro de nós
do pássaro que quer voar junto ou a sós
da nudez que ninguém vê mas procura desesperadamente
perdidos, jogados, falidos, mal amados
chega de todas as estórias que criamos 
para fugir de encarar a vida
tal como ela é: INFINITA!
da floração da terra em constante gestação
do coração que bate sua sina
sinal que é preciso escutar agora, não depois
não quando tudo desmoronar 
chega de metades, pedaços, chega de incompletude
chega das culpas, das desculpas e dos falsos perdões, 
chega dos falsos amores e das falsas paixões
chega de igrejas, templos, religiões!
chega de poderes vazios, atrasos na revolução.
chega de falsos cegos, surdos e mudos.
Chega de selfies, de hipnose e corrupções.
chega de marionetes, laranjas e falsos chefões.
Somos inteiros que se despem na infinitude.
chega de princesas, príncipes, gurus e super homens
chega de monstros, vampiros, fantasmas e chupacabras.
Chega! Basta! Raio que me parta! 

Convenhamos 
somos grãos de areia perdidos no mar
e o que queremos embora não sabemos
é apenas abraçar!



*


Um comentário:

Suzete Brainer disse...

Luíza,

O poema-poesia abarca o infinito por dentro,
a semear este sentir amplo como um
abraço de irmandade!..

Tão bela a sua arte expressiva poética na
poesia (texto) e no desenho (imagem). Este
rico e belo olhar e sentir poético a se inscrever
na sua arte!...

Aprecio imensamente, sempre aqui!!
Bj.